Patrulha Maria da Penha reforça prevenção ao feminicídio em Gravataí
Diante desse cenário, a Patrulha Maria da Penha do 17º Batalhão de Polícia Militar intensifica, ao longo do mês de março, ações voltadas à prevenção da violência doméstica e ao combate ao feminicídio
Gravataí – “Em briga de marido e mulher não se mete a colher.” “Fica calada.” “Em casa a gente se acerta.” Frases como essas ainda fazem parte da rotina de muitas mulheres e revelam uma cultura que naturaliza a violência doméstica. Em Gravataí, assim como em outras cidades do Rio Grande do Sul e do país, casos de agressões verbais, psicológicas e físicas seguem sendo registrados com frequência.
Diante desse cenário, a Patrulha Maria da Penha do 17º Batalhão de Polícia Militar intensifica, ao longo do mês de março, ações voltadas à prevenção da violência doméstica e ao combate ao feminicídio. As atividades integram as operações Mulheres e Elo de Proteção, desenvolvidas em diferentes bairros do município, com foco na atuação preventiva e no acompanhamento contínuo das vítimas.
Os policiais militares do Patrulha Maria da Penha do 17ºBPM realizam visitas periódicas a mulheres que possuem medidas protetivas de urgência. Durante as diligências, os policiais fiscalizam o cumprimento das determinações judiciais impostas aos agressores e orientam as vítimas sobre os procedimentos a serem adotados em caso de descumprimento. O objetivo é garantir que a medida protetiva seja efetiva e impedir a escalada da violência.
Além das visitas, a Patrulha promove palestras e ações informativas sobre prevenção à violência doméstica e sobre os mecanismos previstos na Lei Maria da Penha. Também são distribuídos materiais com telefones de emergência, como o 190, da Brigada Militar, e o 180, da Central de Atendimento à Mulher. A orientação é que qualquer ameaça ou aproximação indevida seja comunicada imediatamente às autoridades.

O trabalho é realizado em articulação com a rede de proteção do município, que envolve serviços de assistência social, atendimento psicológico, Ministério Público e Poder Judiciário. Quando identificada situação de risco, a vítima é encaminhada para atendimento especializado e passa a ser acompanhada pelos órgãos competentes. A estratégia busca interromper o ciclo da violência antes que o caso evolua para tentativa ou consumação de feminicídio.
Conforme a Patrulha Maria da Penha, o acompanhamento é permanente. As visitas são registradas, os dados são atualizados e os casos permanecem sob monitoramento. Esse controle permite identificar reincidências, analisar o histórico de ocorrências e comunicar o Judiciário sempre que necessário. A fiscalização inclui verificação de distanciamento mínimo, proibição de contato e outras restrições impostas pela Justiça.
Os soldados Huff e Fontoura destacam que a presença periódica nas residências vai além da fiscalização. Segundo eles, trata-se de uma estratégia preventiva que permite identificar sinais de risco, registrar ameaças e acionar outros órgãos da rede de proteção antes que a violência atinja níveis mais graves. Para a equipe, a medida protetiva é um instrumento legal que exige monitoramento constante e resposta rápida em caso de violação.
Durante o mês, as equipes também concentram ações em áreas com maior número de registros de violência doméstica. Nessas localidades, a Patrulha amplia a orientação sobre direitos, formas de denúncia e funcionamento da rede de atendimento, reforçando o papel da informação como ferramenta de prevenção.
Segundo o 17º BPM, o enfrentamento à violência doméstica e ao feminicídio depende da integração entre forças de segurança, Ministério Público, Poder Judiciário e serviços municipais. A Patrulha Maria da Penha mantém atendimento 24 horas e orienta que, em caso de risco imediato, a Brigada Militar seja acionada pelo telefone 190.
A atuação preventiva, o acompanhamento contínuo e a fiscalização das medidas protetivas compõem a estratégia adotada em Gravataí para reduzir os índices de violência e fortalecer a proteção às mulheres.
Como buscar ajuda

Canais de denúncia e emergência:
- Emergência (risco imediato): Ligue 190 (Brigada Militar).
- Delegacia Online da Mulher (RS): www.delegaciaonline.rs.gov.br
Permite registrar ocorrências, inclusive de violência doméstica, e solicitar medidas protetivas de forma online. - WhatsApp/Telegram da Polícia Civil RS: (55) 98454-1004
Canal para denúncias anônimas. - Disque Denúncia 181:
Central da Secretaria da Segurança Pública. Atendimento 24 horas e anônimo. - Ligue 180:
Central de Atendimento à Mulher, com orientação e encaminhamento.
Mulheres em situação de risco também podem procurar a Casa Lilás, pelos telefones (51) 3600-7720 e 0800-510-2468, pelo WhatsApp (51) 3600-7722, ou presencialmente na Rua Heitor de Jesus, 232, Centro.
A Guarda Municipal atende pelo telefone 153.







