CACHOEIRINHA

Mulher misteriosa enrolada em cobertor recusa atendimento e desaparece

Ela foi abordada mais de uma vez na avenida Flores da Cunha, em Cachoeirinha, nesta quinta-feira (28)

Cachoeirinha – Uma mulher misteriosa e enrolada em um cobertor chamou a atenção das pessoas que passavam pelo ponto de táxi, na esquina das Avenidas Flores da Cunha e João Batista da Silveira e Souza, na Vila Eunice, na tarde desta quinta-feira (28), em Cachoeirinha. Aparentando ter mais de 40 anos, a mulher, de pele morena, cabelos negros e encaracolados, passou o dia inteiro sentada ao lado de duas sacolas de roupas, em um banco ao lado da guarita do taxistas.

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Ao perceberem a situação estranha, os taxistas do ponto da rua dos bancos, acionaram uma guarnição Guarda Municipal, que esteve no local. Conforme relatos do Comandante da Guarda Municipal, GM Francisco Junior, ela parecia ter fugido de casa.

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“Notei que ao longo da nossa conversa, ela apresentava alguns sinais de confusão mental. Em nenhum momento quis ir para o albergue. Ela apenas falou o nome (Gabriela Carde) e nada mais. Acredito que ela tenha fugido de casa”, suspeita.

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Já passava das 18 horas quando a mulher misteriosa recebeu de um morador da região uma refeição e um agasalho e logo em seguida ela partiu pela avenida Flores da Cunha, no sentido a Gravataí. Neste momento, chovia forte na cidade e ela procurou abrigo debaixo da marquise da loja Moda & Oferta, onde permaneceu até comerciantes notarem a sua presença e acionarem o secretário de Assistência Social, Cidadania e Habitação, Eder Silva.

“Logo após receber o alerta sobre essa mulher que aparentava estar desorientada pela avenida, acionei a equipe do acolhimento do Albergue Municipal, que foi até o local para tentar saber mais sobre o que havia acontecido com ela e posteriormente dar um desfecho para o caso”, destacou o secretário.

Três tentativas de abordagens frustradas

“No primeiro momento, fomos eu e um colega, na tentativa de colher mais informações sobre a sua identidade e local de moradia. Notamos que ela estava meia arredia e falava poucas palavras e muitas delas sem nexo. Percebi, que ela estava com roupas bem limpas, a sua dentição era bem cuidada e não era moradora de rua e nenhum usuária de drogas. Ela estava desorientada e que quando questionada sobre o nome, informou que era Raísa Castro, tinha 18 anos e mais nada”, destacou o coordenador do Albergue Municipal, André Rodrigues Gonçalves.

Meia hora depois da primeira abordagem, uma equipe do albergue retornou ao local com um cobertor. Durante a entrega deste cobertor, a mulher trocou algumas palavras com a minha colega e nesta disse que morava no centro de Porto Alegre e era casada com Carlos Eduardo. “Oferecemos mais uma vez a possibilidade de ela ir passar a noite no Albergue, mas foi recusada”, relata.

Ao lado da mulher estava um homem, deitado e com um carrinho de materiais recicláveis, conhecido por Tobias. Ele também não quis ir para o albergue e após informar que não conhecia a mulher disse que iria cuidar dela. Na manhã desta sexta-feira (29), por volta das 8 horas, a equipe do albergue retornou ao local e não encontrou mais a mulher. Tobias ainda estava na frente da loja.

Questionado sobre a mulher, o homem informou que tinha dormido e acordado pela madrugada e visto ela ali e depois voltou a dormir e não a viu sair. “Após isso, a nossa equipe fez uma ronda pela região e não encontrou mais ela”, diz André. Quem souber do paradeiro da mulher ou conhecer algum familiar poderá entrar em contato com a Guarda Municipal pelo telefone 153 ou com o Albergue Municipal pelo 3471-1299.

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