MP pede afastamento de Miki até julgamento da ação penal

O pedido de afastamento por mais 180 dias é para o caso do primeiro não ser aceito
Cachoeirinha – O Ministério Público quer o afastamento do prefeito Miki Breier do cargo até o julgamento da ação penal por supostas irregularidades no contrato com a SKM Empreendimentos, empresa que era responsável pela varrição e limpeza de ruas e praças. Como alternativa ao pedido, caso ele não seja aceito, foi solicitada a prorrogação do afastamento do cargo por mais 180 dias.
Os detalhes dos pedidos vazaram e estão circulando em redes sociais. A decisão terá que ser tomada pela 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do RS em no máximo 20 dias, já que no dia 30 acaba o prazo do primeiro afastamento e Miki poderá retornar ao cargo. O desembargador Aristides Pedroso de Albuquerque Neto se aposentou na última segunda-feira (7) e um novo magistrado ainda não foi nomeado.
Miki foi afastado no dia 30 de setembro do ano passado na segunda fase da Operação Proximidade e Ousadia. Esta segunda se refere a possíveis irregularidades nos contratos com as empresas responsáveis pela coleta de lixo mecanizada e manual, Eppo e Urban, respectivamente. O MP ainda não concluiu a investigação desta operação que poderá dar origem a uma nova denúncia criminal contra o prefeito.

Caso o novo desembargador que assumir o caso concorde com o primeiro pedido formulado pelo MP, Miki poderá ficar fora do cargo por muito tempo, uma vez que estes tipos de ações costumam ter uma tramitação demorada.




