Leite debate com prefeitos da Granpal o enfrentamento à pandemia do Covid-19 - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Leite e secretários receberam o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, no Palácio Piratini - Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini

Leite debate com prefeitos da Granpal o enfrentamento à pandemia do Covid-19

Foi apresentado a eles, um panorama da situação da doença no Estado, com detalhamento especial da evolução do coronavírus na região Metropolitana

O governador Eduardo Leite participou, na manhã desta quarta-feira (06), de uma reunião com prefeitos do Consórcio dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal) sobre o modelo de Distanciamento Controlado e sobre o enfrentamento ao coronavírus. Devido às restrições impostas pela doença, a reunião ocorreu por meio de videoconferência, com a participação presencial do vice-governador Ranolfo Vieira Júnior, dos secretários Luís Lamb (Inovação, Ciência e Tecnologia e coordenação do Comitê de Dados), Arita Bergmann (Saúde) e Agostinho Meirelles (Articulação e Apoio aos Municípios), e do prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo.

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Em um primeiro momento, Leite explicou brevemente como funciona o cálculo dos indicadores que definem as bandeiras impostas às 21 regiões do modelo de Distanciamento Controlado. Em seguida, apresentou um panorama da situação da doença no Estado, com detalhamento especial da evolução do coronavírus na região Metropolitana.

Ex-prefeito de Pelotas, o governador destacou a responsabilidade dos chefes de executivos municipais. “São vocês que estão na ponta e que entendem com detalhes o funcionamento de cada uma das cidades. Por isso, sempre tomamos todas as decisões com relação ao modelo de Distanciamento Controlado levando em consideração as opiniões dos prefeitos”, ressaltou Leite.

O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, enfatizou o desejo de trabalhar em conjunto. “Queremos trabalhar de forma colegiada, em uma cogestão verdadeira, com participação na gestão desse processo. Todos os prefeitos do RS são importantes, mas a região Metropolitana tem um peso. Ao sinalizarmos um alinhamento com o governo do Estado, daremos uma segurança enorme ao restante do Estado”, argumentou Melo.

Convidados a se manifestar individualmente, os prefeitos sinalizaram preocupação com a urgência de um processo de imunização contra o coronavírus e a necessidade de um plano B, para o caso de o governo federal não fornecer as doses da vacina à população.

Leite reiterou a confiança na coordenação federal por parte do processo de vacinação, via Programa Nacional de Imunizações (PNI). “Não faz sentido que, em um país como o Brasil, com 45 anos de tradição em campanhas de vacinação, os municípios e os Estados partam para uma disputa, como o que foi visto na aquisição de respiradores”, ponderou o governador.

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Durante a reunião, Leite recebeu uma mensagem do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que afirmou que a medida provisória que viabilizará a aquisição das vacinas por parte do governo federal deve ser assinada ainda nesta quarta-feira (6/1). Também de acordo com Pazuello, será divulgada hoje a estratégia de vacinação no país, com previsão de início ainda em janeiro.

Ainda assim, Leite destacou que, caso necessário, o governo estadual fará a compra das doses. O Estado já deu início a um processo de negociação com o Instituto Butantan ao encaminhar expediente manifestando interesse na aquisição de vacinas para os profissionais de saúde do RS. Além disso, a Secretaria da Saúde está adquirindo seringas e outros materiais necessários para garantir a vacinação da população e organizando a logística do processo.

“Como Estado, não fugiremos da responsabilidade, caso seja necessário, mas é preciso ressaltar que os recursos serão retirados de outros investimentos para serem realocados à aquisição da vacina, o que pode penalizar a população. Se não houver definição nos próximos dias, passaremos a nos movimentar por aqui para fazer a aquisição das doses que forem aprovadas pela Anvisa”, alertou.

De acordo com Arita Bergmann, o Estado, que já tem experiência com o Programa Estadual de Imunizações (PEI), tem condições de armazenar e distribuir todos os tipos de vacinas, e já tem número suficiente de seringas agulhadas para suprir a primeira fase de vacinação.

Os prefeitos também abordaram a possibilidade de uma bandeira “própria” para a região Metropolitana e a necessidade de ampliar o percentual de servidores públicos em trabalho presencial, norma definida em decreto. Ambos os temas serão levados ao Gabinete de Crise nesta quinta-feira (7/1).

De modo virtual, participaram da reunião os prefeitos Jairo Jorge (Canoas), Volmir Rodrigues (Sapucaia do Sul), Leonardo Pascoal (Esteio), Valdir Bonotto (Viamão), José Arno Appolo (Alvorada), Miki Breier (Cachoeirinha), Luiz Zaffalon (Gravataí), Ernani de Freitas Gonçalves (Eldorado do Sul), Marcelo Maranata (Guaíba), Fátima Daudt (Novo Hamburgo), Ary Vanazzi (São Leopoldo), Rodrigo Batistela (Nova Santa Rita), Paulo Corrêa (Glorinha) e Rodrigo Massulo (Santo Antônio da Patrulha), e o presidente da Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Maneco Hassen.

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