Justiça decreta prisão preventiva do vereador Manoel D’Ávila

Defesa vai tentar agora um habeas corpus para libertar o parlamentar
Cachoeirinha – A Justiça decretou a prisão preventiva do vereador Manoel D´Ávila preso em flagrante na última quinta-feira por posse ilegal de arma de fogo, numeração raspada, munição sem procedência e posse de pequena quantidade de maconha. A conversão do flagrante para preventiva foi requerida pela Polícia Civil que investiga o possível envolvimento do paramentar com uma organização criminosa e associação ao tráfico.
Com a decisão desta sexta-feira (4), a defesa do vereador vai preparar neste sábado (5) um pedido de habeas corpus já que Manoel tem endereço fixo, é réu primário e exerce a atividade de vereador, sendo uma pessoa pública. A advogada Deisi Dittberner argumenta ainda que seu cliente não atrapalharia as investigações ou constrangeria testemunhas, que não existem.
Manoel permanece na carceragem do Denarc em Porto Alegre e agora deverá ser transferido para um presídio a ser definido. A preventiva não tem um prazo definido, mas deve ser revista em 90 dias ou pode ser revogada a partir do momento em que não seja necessário mantê-lo preso. Isto depende, entre outros motivos, do encerramento da investigação policial.
O Judiciário tem um prazo de até 48 horas para julgar se concede ou não a liberdade do vereador liminarmente, permitindo que ele responda ao processo em liberdade. Se a liminar não for concedida, será necessário aguardar o julgamento do mérito. O prazo para estes casos têm sido entre 20 e 30 dias.
Manoel foi preso em flagrante na quinta-feira no sítio da Associação Humanitária de Assistência Social (Ahumas), na Frederico Ritter. A Polícia foi até o local depois de apreender 600 quilos de maconha em uma Doblò em uma casa no Jardim do Bosque. Conforme monitoramento que vinha sendo realizado, a Doblò teria estado no sítio antes da abordagem no Jardim do Bosque.
O motorista do carro acabou conseguindo fugir e somente uma pessoa que estava na casa foi presa. Há suspeitas, conforme a Polícia Civil, de que o motorista seja o caseiro do sítio que estaria desaparecido. Um outro caseiro chegou a ser preso junto com Manoel, mas foi ouvido e liberado.
Os policiais encontraram no interior do carro de Manoel uma pequena porção de maconha e munições de um revólver. No interior da casa, acharam um revólver municiado e com numeração raspada. Na mesma operação, os policiais apreenderam maconha, cocaína, crack e outros materiais em dois endereços em Porto Alegre. Em um deles haveria um laboratório para a preparação da cocaína.
Segundo a advogada de Manoel, ele não costumava ficar na casa e passava no sítio todos os dias para ver o andamento da obra de implantação de um centro de terapia com cavalos. No local, circulam muitas pessoas todos os dias e o vereador não gerenciaria tudo ficando a responsabilidade aos cuidados dos caseiros, sendo a maior do que estaria desaparecido.
O que estava dentro do carro do vereador teria sido encontrado sobre a mesa na cozinha. Ele recolheu tudo e deixou no veículo para avaliar posteriormente que providência iria tomar. Na tarde de quinta, ele acabou ficando mais tempo do que o normal no sítio. Dormiu um pouco e acabou sendo surpreendido pela operação policial.
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