POLÍCIA

Advogada do vereador Manoel D’Ávila fala sobre a prisão

Ela aguarda a decisão da Justiça sobre o pedido de prisão preventiva para decidir o que será feito

Cachoeirinha – O vereador Manoel D´Ávila (PV), preso nesta quinta-feira (3) por posse ilegal de arma de fogo, munição e pequena quantidade de maconha, aguarda uma decisão judicial para saber se responderá em liberdade ou se ficará preso preventivamente. A sua prisão preventiva foi pedida pela Polícia Civil que ainda investiga o parlamentar por associação ao tráfico.

Conforme a advogada, Deisi Dittberner, não há na investigação nada que relacione seu cliente com o tráfico de drogas. “O que está sendo publicado na mídia não é verdade”, assegura. Alguns veículos de comunicação chegaram a publicar que o vereador foi preso com 600 quilos de maconha, quando, na verdade, a droga estava em uma residência no Jardim do Bosque e não na sede da Associação Humanitária de Assistência Social (Ahumas), localizada em um sítio na avenida Frederico Ritter, onde aconteceu a prisão do parlamentar.

Manoel, segundo Deisi, costuma passar rapidamente todos os dias no local para acompanhar o andamento das obras de implantação de um centro de terapia com cavalos. Nesta quinta, dia em que foi preso, o vereador ficou mais tempo e acabou dormindo na casa.


Foi nela que a polícia encontrou um revolver calibre 38 municiado e com a numeração raspada. Este foi o principal motivo da prisão em flagrante. E os agentes foram até o local depois de apreenderam maconha na Doblò no Jardim do Bosque, já que o carro teria estado no sítio conforme monitoramento que vinha sendo feito.

No carro do vereador foram encontradas cinco munições e menos de 50 gramas de maconha. As balas, conforme a defesa, estavam em uma caixa sobre a mesa da cozinha da casa e foram encontradas pelo vereador que estranhou e as levou para o carro até descobrir do que se tratava. O principal caseiro que responde pelo local não estaria na casa no momento. Sobre a maconha, a advogada afirma que seu cliente não sabe como ela foi parar dentro do veículo.

O sítio tem dois caseiros e um deles está sendo procurado para prestar esclarecimentos, não pela Polícia, pois não é investigado. O outro foi preso junto com Manoel e liberado depois de ser ouvido. O veículo de Manoel teria sido utilizado pelos caseiros. Conforme a Polícia Civil, a Doblò onde estavam 600 quilos de maconha, ou seja, outro carro e não o do vereador, parou no sítio antes de chegar no Jardim do Bosque, onde a droga foi apreendida.

Deisi argumenta que se o veículo esteve mesmo na sede da Ahumas, foi quando o vereador estava dormindo, pois ele nega ter visto algo. Também nega que faça parte de uma organização criminosa e ainda que esteja envolvido com o tráfico de drogas.

O vereador foi autuado por posse ilegal de arma de fogo com agravante de ter a numeração raspada, por munição sem origem e posse de pequena quantidade de maconha. Caso a Justiça defira o pedido de prisão preventiva feito pela Polícia Civil para que não atrapalha o andamento da investigação, a defesa ingressará com um habeas corpus para permitir que ele responda ao processo em liberdade.

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ATUALIZADA – 4/12/2020 – 17h19min – Um dos dois caseiros não é menor de idade como publicado. O que não estava no sítio não é investigado pela Polícia.

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