Investigado por suposto abuso infantil na escola Costa e Silva nega acusações e relata ameaças
Régis, conhecido como Xicão, divulgou nota afirmando ser inocente e diz que passou a receber ameaças de morte após a repercussão do caso
Cachoeirinha – O oficineiro Régis Degani Gonçalves, conhecido como Xicão, investigado por suspeita de abuso sexual contra estudantes da Escola Municipal de Ensino Básico (Emeb) Presidente Costa e Silva, no bairro Fátima, em Cachoeirinha, divulgou nesta quarta-feira (1º) uma nota de esclarecimento na qual nega as acusações e afirma confiar que a investigação demonstrará sua inocência.
O caso ganhou repercussão na última semana após denúncias envolvendo alunas de 10 e 11 anos durante oficinas de mosaico realizadas no turno integral da escola. Depois que a Prefeitura tomou conhecimento dos fatos, o contrato do oficineiro foi suspenso, medida posteriormente esclarecida pelo governo municipal como parte do procedimento administrativo necessário para garantir o direito de defesa do investigado. Paralelamente, a Polícia Civil instaurou investigação para apurar os fatos.
Na ocasião, a Secretaria Municipal de Educação informou que adotou uma série de providências, entre elas o encaminhamento de ofício à Polícia Civil colocando a pasta à disposição para fornecer documentos e informações, além da realização de reuniões com pais e professores. Nesta terça-feira (30), a Câmara de Vereadores aprovou um projeto autorizando a contratação emergencial de até dez psicólogos para prestar atendimento às crianças, às famílias envolvidas e, posteriormente, à rede municipal de ensino.
Na nota divulgada por sua defesa, Régis afirma repudiar “de forma categórica” as acusações, sustentando que elas são incompatíveis com sua trajetória pessoal e profissional. Segundo o documento, durante os anos em que atuou na Secretaria Municipal de Educação e em outras secretarias municipais, nunca respondeu a procedimento disciplinar nem foi alvo de investigações.
A defesa destaca ainda que o investigado tem 66 anos e afirma possuir histórico de vida pautado pelo respeito, pela dedicação ao trabalho e pela boa convivência com alunos, servidores e integrantes da comunidade escolar.
Outro ponto abordado é que o oficineiro afirma estar colaborando integralmente com as autoridades e confia que a investigação, respeitando o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, esclarecerá completamente os fatos.
A nota também informa que, desde que o caso se tornou público, Régis passou a receber ameaças, inclusive de morte. Segundo a defesa, um boletim de ocorrência já foi registrado para que esses fatos também sejam investigados pela Polícia.
Ao final do documento, a defesa pede que veículos de comunicação, formadores de opinião e a sociedade tratem o caso com responsabilidade, evitando a divulgação de informações não confirmadas e conclusões antecipadas, de forma a preservar a investigação e os direitos de todos os envolvidos. A investigação segue em andamento na Polícia Civil. Até o momento, não há decisão judicial sobre o caso.
Nota na íntegra
NOTA DE ESCLARECIMENTO À IMPRENSA E À SOCIEDADE
Diante das informações recentemente divulgadas envolvendo a apuração de um suposto caso de abuso infantil em escola pública na cidade de Cachoeirinha/RS, vem a público prestar os seguintes esclarecimentos:
O investigado vem esclarecer que refuta, de forma categórica, as acusações que lhe foram dirigidas, por serem absolutamente incompatíveis com sua conduta e com sua trajetória pessoal e profissional.
Ao longo de sua vida, especialmente durante os anos em que atuou junto à Secretaria Municipal de Educação de Cachoeirinha (SMED) e, também, em outras Secretarias, desenvolvendo atividades relacionadas ao artesanato, jamais foi alvo de qualquer acusação, procedimento disciplinar ou investigação.
Aos sessenta e seis anos de idade, o investigado possui histórico de vida pautado pelo respeito, pela dedicação às atividades que exerce e pela boa convivência com alunos, servidores e demais integrantes da comunidade escolar, inexistindo qualquer registro anterior que desabone sua conduta.
Reafirma sua absoluta inocência, colocando-se integralmente à disposição das autoridades para colaborar com a apuração dos fatos, certo de que a investigação, conduzida com observância ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa, permitirá o completo esclarecimento da verdade.
Para agravar a situação está sendo alvo de ameaças, inclusive de morte, que, também, serão investigadas pela autoridade policial, já tendo sido feito a competente Ocorrência Policial.
Por fim, solicita-se aos veículos de comunicação, formadores de opinião e à sociedade que tratem o caso com equilíbrio, prudência e responsabilidade, evitando a disseminação de informações não confirmadas ou conclusões antecipadas, preservando-se tanto a integridade da investigação quanto os direitos fundamentais de todos os envolvidos.




