POLÍTICA

Instalada a Frente Parlamentar da Enchente em Cachoeirinha

Cachoeirinha – Com o compromisso de unir esforços para debater projetos que possam combater desastres naturais, foi instalada na noite desta quarta-feira (3) a Frente Parlamentar de Prevenção de Enchentes e Eventos Climáticos na Câmara Municipal de Cachoeirinha. Presidida e idealizada pelo vereador Tiago Eli (Progressistas), a Frente, que tem como lema “Prevenir para não repetir”, foi lançada com a presença de diversos vereadores e autoridades de Cachoeirinha e do estado.

Lembrando das enchentes de maio de 2024 no Rio Grande do Sul, Tiago Eli recordou do quanto a população de Cachoeirinha sofreu no período, que provocou verdadeiras mudanças de vida. “A enchente destruiu casas e famílias. Não foi por acaso, a questão climática está posta na atualidade, por isso temos que pensar em alternativas, em diques, em desassoreamento de rios, na união de forças para buscarmos soluções”, defendeu.

Vice-presidente da Frente, o vereador Gilson Stuart (Republicanos) destacou a necessidade de melhorias na casa de bombas e no dique. “Todas as cidades estão nesta luta depois das enchentes. Por isso precisamos da união dos 17 vereadores”, pediu. Secretário-geral da Frente, Flávio Cabral (MDB) se colocou à disposição dos presentes para contribuir com a causa ambiental na cidade. “A Frente vai estimular o debate e nos ajudar a articular ações e políticas públicas”, explicou.

Deputado estadual com atuação no tema da prevenção e enfrentamento às enchentes, Joel Wilhelm (Progressistas-RS) chamou atenção para ações do Governo do Estado do Rio Grande do Sul na área por meio do programa Desassorear RS.


Conforme o parlamentar, R$ 1,5 milhão serão destinados a obras de desassoreamento em Cachoeirinha, nos Arroios Brigadeira, Sapucaia e Passinhos, com previsão de início em novembro. Ex-prefeito da cidade de Igrejinha, no Vale do Paranhana, região que há décadas sofre com as enchentes, Joel contou que, por lá, as obras de desassoreamento reduziram consideravelmente os alagamentos. “Esta Frente é importante para acompanhar obras e garantir que os projetos sejam adequados, pois quem conhece de perto a realidade local é o município”, afirmou.

Secretário de Planejamento de Cachoeirinha, Paulo Garcia também apelou a todos por mais união e menos “nós contra eles” na pauta ambiental. Ele reclamou da demora na concessão de alvarás e licenças por parte dos órgãos ambientais.

Reunião de instalação da Frente Parlamentar

O secretário segue afirmando que o empréstimo com o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB) será de R$ 88 milhões, o que está errado. O empréstimo aprovado pela Câmara é de até US$ 70,51 milhões. O total do Programa é que é de US$ 88 milhões.

Garcia, durante sua manifestação, falou sobre o Programa Cachoeirinha 2050 – Resiliência Urbana e Inovação na Gestão de Riscos Climáticos, realçou o empréstimo junto ao AIIB, a viagem a China e a recuperação do Passinhos. “Em breve, quem sabe ainda em setembro mesmo, terão início as obras de recuperação do Arroio Passinhos, que contam com recursos federais e serão conduzidas pela Prefeitura, um símbolo de união pela resiliência”, definiu.

Secretário de Infraestrutura e Serviços Urbanos de Cachoeirinha, Emerson Santos enfatizou que, após as enchentes do ano passado, as ruas da cidade foram limpas em tempo recorde, comparando com outros municípios metropolitanos. Além disso, outra medida importante foi a limpeza e hidrojateamento de vários quilômetros de bueiros e tubulações. “Trabalho neste governo não falta. Agora, estamos realizando a automação das casas de bomba da João Pessoa e da Nilo Peçanha, o que vai dar mais segurança à população”, justificou.

Também estiveram presentes a vereadora Claudine Silveira (Progressistas), os vereadores Léo da Costa (PT) e Uilson Droppa (Podemos), o Secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade Eduardo Quintana e o engenheiro representante da Granpal (Consórcio da Associação dos Municípios da Região Metropolitana da Grande Porto Alegre) Eduardo Vargas.

Vítimas da enchente estiveram presentes

Representantes da Comissão de Moradores do Parque da Matriz, com participação da Associação Três de Maio Jardim América, Associação da Eunice Velha, Associação do Jardim Atlântico (rua Telmo Dorneles), moradores da Vila Santo Ângelo, Bairro Carlos Wilkens, Vila Veranópolis e Vila Márcia, apresentaram de forma unificada as preocupações com os eventos climáticos extremos que têm atingido o Rio Grande do Sul.

“Em 2025, as enchentes e alagamentos estão acontecendo de forma localizada e intensa. Recordamos que, em junho deste ano, em Cachoeira do Sul, a Defesa Civil registrou enchente de proporções semelhantes à de 1941. Isso comprova que não podemos contar apenas com a sorte: é urgente que os Governos realizem obras de contenção adequadas para evitar tragédias”, destacou Elenilso Portela, do Parque da Matriz.

No bairro, segundo ele, mesmo após medidas paliativas, o Arroio Passinhos voltou a transbordar durante a chuva torrencial de junho, alagando a rua Pacaembu e suas transversais. “Também no mesmo período, faltou apenas meio metro para que o Rio Gravataí inundasse a Pacaembu, e até agora a Prefeitura não apresentou nenhum estudo técnico ou projeto que indique as medidas necessárias.”

Os moradores ainda cobram celeridade na extensão do dique até Canoas, o funcionamento a pleno das casas de bombas e isenção do IPTU para 2026 para as casas atingidas pela enchente. “Além das perdas materiais, estamos vivendo a desvalorização dos nossos imóveis e a insegurança permanente”, disse.

*com informações da assessoria de imprensa da Câmara

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