Granpal defende “solução equilibrada” para evitar greve nos ônibus
Sindicato dos trabalhadores anunciou início de greve do transporte público metropolitano para segunda-feira
A Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal) se manifestou através de nota (leia no final da matéria) sobre a greve por tempo indeterminada anunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários Intermunicipais de Turismo e Fretamento da Região Metropolitana (Sindimetropolitano) com início à meia-noite da próxima segunda-feira (9). A Granpal, que tem como presidente o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, defende uma “solução equilibrada” para garantir a manutenção do serviço.
A entidade vai manter contatos durante esta sexta-feira (6) com todos os envolvidos na tentativa de colaborar na construção de um acordo que impeça a paralização nos serviços em Cachoeirinha, Gravataí, Porto Alegre, Canoas, Alvorada, Viamão e Glorinha. Para a Granpal, a solução passa pelas prefeituras, governo Estadual e Governo Federal. Defende ainda a busca de alternativas para receitas além das tarifas e redução das gratuidades.
Os trabalhadores reclamam da falta de pagamento integral do vale alimentação, do não pagamento do 1/3 de férias até 30 de julho e da falta de reajuste salarial há anos. Se queixam ainda do número excessivo de demissões. Foram pelo menos 1,7 mil nos últimos anos, a maior parte depois do início da pandemia. Na última terça, o sindicato comandou a operação tartaruga, quando os ônibus circulam em velocidade reduzida, como forma de protesto, causando grande congestionamento na área central de Porto Alegre.
A concessão do transporte metropolitano é do Governo do Estado gerida pela Metroplan. O órgão, contudo, disse à reportagem que no caso da greve não tem competência para interferir na relação entre trabalhadores e empresas.
Nesta quinta, a Associação dos Transportadores Intermunicipais Metropolitanos de Passageiros (ATM) e o Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do RS (SETERGS) emitiram Nota Oficial destacando que “as entidades têm buscado alternativas para enfrentar essas dificuldades. Nesse esforço, mantêm diálogo com o Poder Concedente, que é o Governo do Estado — representado pela Metroplan, Secretaria de Apoio e Articulação aos Municípios e Secretaria Extraordinária de Apoio à Gestão Administrativa e Política, entre outros órgãos. O objetivo é encontrar uma solução equilibrada, que garanta a viabilidade do sistema aos milhares de usuários que o utilizam diariamente, além de não prejudicar os colaboradores das empresas.”
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A Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal) manifesta preocupação com a paralisação do transporte público intermunicipal da Região Metropolitana, marcada para esta segunda-feira (9). Nos últimos anos, o setor do transporte de passageiros vive uma grave crise, que se agravou com a pandemia.
A busca de solução passa pelas prefeituras, pelos governos estaduais e pelo governo federal. Não se justifica ter impostos incidindo sobre o valor da passagem. É preciso ainda encontrar receitas extra-tarifárias e reduzir isenções.
O tema deve ser enfrentado no curto prazo para o transporte metropolitano não parar. A médio prazo, o sistema deve ser repactuado com os operadores e, para o futuro, ser desenhado um novo sistema.
Em vista disso, os prefeitos da região, através da Granpal, estão procurando autoridades responsáveis e empresas envolvidas para encontrar uma solução equilibrada e que garanta a execução do serviço. A paralisação reforça a necessidade de uma discussão maior, de alcance estadual e nacional, sobre a sustentabilidade do sistema de transporte público — uma das principais bandeiras da Granpal.






