ATM emite nota sobre greve do transporte metropolitano marcada para segunda
Transportadores esperam que o Governo do Estado se posicione com relação a crise que o setor atravessa
A Associação dos Transportadores Intermunicipais Metropolitanos de Passageiros (ATM) e o Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do RS (SETERGS) se manifestaram através de uma Nota Oficial (leia no final da matéria) sobre a greve por tempo indeterminado que será iniciada pelos trabalhadores na próxima segunda-feira (9). As entidades ressaltam que veem com preocupação o impacto que a paralização irá causar para quem utiliza o serviço considerado esssencial.
As entidades ressaltam que negociam com o Governo do Estado uma alternativa. “O objetivo é encontrar uma solução equilibrada, que garanta a viabilidade do sistema aos milhares de usuários que o utilizam diariamente, além de não prejudicar os colaboradores das empresas”.
A reportagem tem tentado contato com a Metroplan desde o início da tarde, mas não obtém retorno.
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Confira a nota divulgada:
NOTA OFICIAL
1) A Associação dos Transportadores Intermunicipais Metropolitanos de Passageiros (ATM) e o Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do RS (SETERGS) manifestam preocupação com o movimento de greve anunciado para o início da próxima semana pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários Intermunicipais, de Turismo e Fretamento da Região Metropolitana (Sindimetropolitano).
2) A eventual paralisação irá gerar impactos relevantes às pessoas que utilizam esse serviço essencial, num momento em que a economia dá sinais de recuperação.
3) O setor do transporte público de passageiros sofre queda gradual de demanda há alguns anos. Apesar disso, as empresas vêm cumprindo rigorosamente seus compromissos com os trabalhadores. Em função da pandemia e das limitações da capacidade de transporte dos ônibus impostas pelos decretos, a atividade passou a enfrentar um gravíssimo desequilíbrio econômico-financeiro.
4) As entidades têm buscado alternativas para enfrentar essas dificuldades. Nesse esforço, mantêm diálogo com o Poder Concedente, que é o Governo do Estado — representado pela Metroplan, Secretaria de Apoio e Articulação aos Municípios e Secretaria Extraordinária de Apoio à Gestão Administrativa e Política, entre outros órgãos. O objetivo é encontrar uma solução equilibrada, que garanta a viabilidade do sistema aos milhares de usuários que o utilizam diariamente, além de não prejudicar os colaboradores das empresas.
5) Confiamos na sensibilidade do Poder Concedente para estruturar uma alternativa que reequilibre o sistema. Compreendemos as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores, mas reforçamos que uma paralisação dessa natureza acabará prejudicando quem mais precisa.






