Governo e MP não vão em audiência e Parque da Matriz vai à Justiça
Moradores vão ingressar com ação civil pública e ainda pedir indenização e ressarcimento por danos
Cachoeirinha – Sem a presença do prefeito Cristian Wasem, de representantes da prefeitura e de vereadores da base governista, a Associação Amigos do Parque da Matriz (Amipam) promoveu na sexta-feira (21) uma audiência pública para discutir os constantes alagamentos no bairro. Na escola Dagmar Mucillo, somente Bombeiros, 26º Batalhão da Brigada Militar, e os vereadores Gustavo Almansa (PT), Léo da Costa (PT) e Mano do Parque (PL) estiveram presentes. O principal encaminhamento foi o ajuizamento de uma ação civil pública com obrigação de fazer contra a prefeitura e ainda indenização e ressarcimento aos moradores que tiveram perdas com a enchente e alagamentos.
Vários moradores se manifestaram na abertura da audiência e todos reclamaram do abandono e falta de solução para os alagamentos. A moradora da Pacaembu, Jane Rodrigues, comentou que o valão é um esgoto a céu aberto. Na chuvada do sábado anterior, a água chegou no portão da casa. Ela ainda aproveitou para reclamar dos próprios moradores com relação ao lixo que não é colocado de forma correta nos containers. “Qualquer dia vamos ter um corpo dentro deles”, disse.
O vereador Mano do Parque contou que nas limpezas realizadas no Arroio Passinhos, muita terra foi colocada no Mato do Júlio, criando uma barreira para o escoamento da água das chuvas. O ponto principal foi a participação do advogado Alexandre Campanella, morador do bairro há 30 anos. Ele recomendou o ajuizamento de uma ação civil pública com obrigação de fazer contra a prefeitura para que resolva o problema dos alagamentos.
O advogado ainda pediu a moradores que reúnam notas fiscais dos gastos que tiveram durante a enchente para que seja pedido judicialmente o ressarcimento dos gastos e ainda uma indenização. O advogado contou que em Porto Alegre já obteve vitórias na Justiça garantindo a vítimas de enchente tanto a indenização quanto o ressarcimento. A associação analisa o ajuizamento da ação tendo a entidade com autora e moradores também poderão ajuizar ações individuais. “Temos que fazer o nosso direito valer pela via judiciais”, defendeu Campanella.
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