Cruz Missioneira é inaugurada em Gravataí
Gravataí inaugura Cruz Missioneira como ato de valorização histórica do povo Guarani
Gravataí – É indispensável para a construção de uma sociedade mais humana, mais solidária, conhecer a sua história.” Foi partindo deste sentimento, de resgate e valorização da história, que o Prefeito Marco Alba teve a iniciativa de “cravar” nesta terra a Cruz de Lorena, a Cruz Missioneira. “Por isso, estamos realizando este ato, que resgata a origem da nossa cidade, que é a presença do índio guarani, o índio missioneiro, na formação do povoado da Aldeia da Nossa Senhora dos Anjos (em 1763).” O ato ocorreu na manhã da última sexta-feira (12), na rótula da ERS-118 e Avenida Centenário, contando com centenas de pessoas, entre elas representantes de cidades que formam a região das Missões do Rio Grande do Sul.
A presidente da Associação dos Municípios das Missões (AMM), prefeita de São Paulo das Missões, Noeli Borré, falou representando todas as figuras públicas daquela região que se fizeram presentes à cerimônia. “Estamos muito honrados de termos sido convidados para participar deste lindo ato que Gravataí realiza, dignificando a história missioneira.” Ela ressaltou que o monumento é muito significativo não só para a cidade, como também para o Rio Grande do Sul, lembrando-se do contexto histórico forte que as missões jesuíticas possuem para o Estado.
Já o diretor de Turismo da AMM, o prefeito de São Nicolau, Ricardo Klein, lembrou-se da grandeza da integração e do trabalho que é realizado para a união dos 30 povos das Missões, que reúnem Paraguai, Argentina, Bolívia e Uruguai, com o Brasil, através do RS. “O amor pela terra missioneira é algo que precisa sempre ser cultivado e cada vez mais fortalecido. Gravataí, com este ato, se une ao nosso movimento que tem os princípios de força e vontade de trabalhar do povo missioneiro.”
Orgulho do povo Guarani
O prefeito Marco Alba ressalta o seu orgulho por poder resgatar essa linda história que explica a origem da Aldeia Nossa Senhora dos Anjos, com registros datados de Oito de abril de 1763. “É preciso que todos saibam que a Guerra Guaranítica não foi um final, mas sim um começo de caminhada para que cerca de três mil trabalhadores índios Guaranis viessem para a nossa região, após passar por Rio Pardo.”
Alba ainda revela que há registros de que já naquele tempo a então Aldeia dos Anjos era uma matriz produtiva do Estado, que já gerava lucros. “Estamos nos inserindo na história missioneira com provas documentais de fatos concretos, através de um resgate histórico. Com isso, temos certeza também de que podemos colaborar de forma efetiva com o fortalecimento de um caminho turístico traçado entre estas duas regiões do Rio Grande do Sul.”
A bênção
Para encerrar a cerimônia, o padre Lucas Mendes abençoou o monumento e as pessoas presentes. “Em um tempo em que se quer tirar a cruz, símbolo do cristianismo, de diversos lugares públicos, o prefeito Marco Alba está tendo a coragem de levantar este marco de um trabalho também religioso, que trazia valores e princípios tão importantes até hoje.”
Também participaram da cerimônia, além da primeira-dama Patrícia Bazotti Alba, o vice-prefeito Áureo Tedesco e secretários municipais, os prefeitos de Garruchos, João Carlos Scotto; de Sete de Setembro, Márcio Politowski; de Entre-Ijuís, Brasil Sartori; de 16 de Novembro, Ademir Gonzatto; de Rolador, Paulo Peixoto; de Caibaté, Amauri Silva; de Mato Queimado, Orlando Thomas; de Roque Gonzales, João Haas; de Salvador das Missões, Daniel Gorski; Secretário de Turismo de São Miguel das Missões, Fabiano Moraes; e Secretário de Turismo de Santo Ângelo, Vando Ribeiro; entre outras autoridades.
“Gravataí Missioneira – Origens”
O monumento é uma das partes de um trabalho que contou com a colaboração de historiadores, cineastas, um artista e um ilustrador. A Cruz Missioneira, que conta com cerca de quatro metros de altura, foi forjada a ferro e fogo por Hermes José Vega Costa, o Ferreiro Vega, que tem o seu ateliê na RS-020, em Gravataí.
Além disso, foram lançados na cerimônia a revista ilustrada “Gravataí Missioneira – Origens” e documentário, produzidos pela Prefeitura de Gravataí, através da Secretaria Municipal de Governança e Comunicação (SGCOM), no Departamento de Comunicação Social (DCS).
A produção em vídeo possui o roteiro de Tabajara Ruas e a direção de Beto Souza (dupla responsável pelo filme “Netto Perde sua Alma”). Já a revista conta a história através das pesquisas do historiador professor da UFRGS, Fábio Kuhn e ilustrações de Jader Corrêa, integrante do Dínamo Estúdio de Porto Alegre, onde desenha Sketch Cards, em diversas franquias como Marvel, DC Comics (Imprensa/PMG)



