Comissão da Câmara ouve envolvidos em abuso em escola de Cachoeirinha
Até o momento, relator não constatou falta de ação da secretaria municipal de Educação
Cachoeirinha – Envolvidos em denúncias de abuso sexual e transfobia em uma escola municipal de Cachoeirinha estão sendo ouvidos pela Comissão de Segurança Pública, Direitos Humanos, Combate ao Racismo e Intolerância Religiosa e Proteção aos Idosos, as Crianças, aos Adolescentes e às Pessoas com Deficiência da Câmara de Vereadores. O que mais preocupou a Comissão teria sido a falta de ação da secretaria municipal de Educação no caso de um estudante de 12 anos que teria sido abusado no banheiro da escola.
O caso foi levado pelo Sindicato dos Municipários à Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa em fevereiro, que tornou pública as denúncias feitas em audiência transmitida pelo youtube.
“Foram ouvidos até agora a mãe do suposto agressor, o diretor e o vice da escola e a professora que trabalha no SAE da escola”, conta. A direção do Simca seria ouvida nesta segunda-feira (5), mas não compareceu e não deu justificativa.
Na próxima semana, serão ouvidos dois professores. Um deles é o coordenador do Simca, Guilherme Runge. Ambos os professores são alvo de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), cujos motivos não são divulgados. O 22º Núcleo do Cpers publicou uma nota em rede social se solidarizando com os professores acusando a prefeitura de perseguição por terem denunciado racismo e perseguição por parte da direção da escola.
No caso da professora, ela era a orientadora educacional da escola e foi transferida para outra com redução de salário. Sua filha, acabou sendo matriculada em outro educandário. Depois da audiência na AL, a menina foi transferida para a mesma escola da mãe, facilitando a logística da família.
Conforme Mano do Parque, nos depoimentos colhidos até o momento, não foi constatada nenhuma omissão da secretaria municipal de Educação ou do Conselho Tutelar. Após todos os envolvidos serem ouvidos, a Comissão irá elaborar um relatório e encaminhar ao Ministério Público.
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Erramos: A Comissão da Câmara ouviu a mãe do menino acusado do abuso e não como publicado anteriormente.


