Caso família Aguiar: polícia pede prisão preventiva de suspeito
Cachoeirinha – A Polícia Civil solicitou, na manhã desta segunda-feira (6), a prisão preventiva do soldado Cristiano Domingues Francisco, investigado pelo desaparecimento da família Aguiar, ocorrido no final de janeiro em Cachoeirinha. O pedido foi formalizado ao longo do dia, já que a prisão temporária do policial havia sido prorrogada por mais 30 dias a partir de 12 de março.
De acordo com a Polícia Civil, o soldado esteve na 2ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha acompanhado por seu advogado para um novo depoimento no inquérito que apura o desaparecimento da família. Após permanecer por mais de duas horas na delegacia, a defesa informou que o investigado optou por permanecer em silêncio e reiterou a posição de que ele é inocente.
Segundo o delegado Anderson Spier, responsável pela investigação, outras três pessoas também estão sendo investigadas por suspeita de tentar atrapalhar o andamento do inquérito. Uma delas é investigada por fraude processual, por supostamente ter apagado dados de dispositivos eletrônicos e de armazenamento em nuvem.
Outra pessoa, que também responde por fraude processual, teria deletado imagens de câmeras de segurança da residência onde moram Cristiano e sua mãe. Já uma terceira pessoa é investigada por falso testemunho. Conforme o delegado, ela teria mentido em depoimento ao tentar apresentar álibis ao principal suspeito. Segundo a polícia, essas três pessoas não são investigadas por participação direta no desaparecimento da família.
Ex-companheiro de Silvana Germann de Aguiar, Cristiano é policial militar, mas está afastado de suas funções. Silvana, de 48 anos, foi vista pela última vez no dia 24 de janeiro. Os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, de 69 anos, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, teriam ido até a casa da filha para procurá-la e também desapareceram.
A Polícia Civil trata o caso como crime e afirma já possuir elementos para indiciar Cristiano por feminicídio, pela morte de Silvana, duplo homicídio, pelas mortes de Isail e Dalmira, além de ocultação de cadáver. As investigações seguem em andamento.
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