Cachoeirinha oferece políticas para mulheres em situação de violência
Aumento no número de denúncias é motivado pelo apoio para buscar ajuda. Cachoeirinha assinou acordo para vagas em Casa Abrigo e cidade tem Sala Lilás
Cachoeirinha – No ano de 2019, os índices de violência contra a mulher no município aumentaram. Segundo dados fornecidos pela Guarda Municipal, o número de estupros, tentados ou consumados, foi de 28. Ameaças foram 442 registros e lesão corporal 259.
Segundo o setor de inteligência da Guarda, esta crescente nos dados não significa um crescimento dos casos, mas sim, um maior número de denúncias. “Com as políticas implantadas na cidade, que oferecem um maior apoio as vítimas, foi criado um certo empoderamento. Agora, as mulheres estão tendo coragem de denunciar, pois sabem que serão ouvidas e amparadas. Com o aumento nas denúncias, podemos evitar casos de feminicídio. Em 2018 tivemos três casos e em 2019, um”, destaca o prefeito Miki Breier.
Em março de 2019 foi inaugurada a Sala Lilás, um espaço especial de acolhimento e escuta na 2ª Delegacia de Polícia Civil, na avenida José Brambila, 1026. No local, separado do plantão e organizado com delicadeza, as vítimas podem conversar com a coordenadora Elisângela Thiel Tresoldi, que esclarece todas as possibilidades que a lei pode oferecer para cada caso. “A pessoa não é obrigada a registrar uma ocorrência. Em alguns casos, apenas esclarecemos as dúvidas, mostramos as opções e seus desdobramentos, e a vítima fica à vontade para decidir. O mais importante é que ela saiba que pode contar com todo o suporte da Rede de Atendimento: Polícia Civil, Patrulha Maria da Penha da Brigada Militar, Ministério Público, Estado, Prefeitura, Comdim e todos os serviços que protegem ela e seus filhos”, explica.
Outra iniciativa importante são as vagas na Casa Abrigo, local que receberá mulheres, acompanhadas de seus filhos ou não, em situação de violência. A conquista veio através de convênio com a fundação La Salle. “O principal objetivo do abrigamento é proteger as mulheres e prevenir a continuidade das situações de violência, além de auxiliar no processo de reorganização de suas vidas, recuperação da autoestima e inclusão profissional”, destaca o prefeito Miki Breier.
“O projeto de abrigamento foi construído com base em dados estatísticos de atendimento nos municípios de Cachoeirinha, Alvorada e Viamão. Desde o início do governo, em 2017, já estávamos nos reunindo para oportunizar este espaço. Estamos preparados para atender a demanda das mulheres que, em um primeiro momento, precisam de auxílio para se reestabelecer”, afirma o secretário de Assistência Social, Valdir Mattos.
A assinatura do convênio aconteceu na sexta-feira, 24 de janeiro, às 9h, no Gabinete do Prefeito. Estiveram presentes representantes das Secretarias de Assistência Social, Cidadania e Habitação; Saúde e Educação; além de membros do Comdim (Conselho Municipal dos Direitos da Mulher), do Viva Mulher, da Polícia Civil, Brigada Militar, Guarda Municipal e do Ministério Público.

