Cachoeirinha esteve presente na Marcha das Mulheres Negras em Brasília
"A luta por reparação e bem viver é uma luta diária que temos ainda muito pelo que marchar", afirma a coordenadora de Promoção da Igualdade Racial, Renata David
Cachoeirinha – A cada minuto, duas pessoas ligam para o 190 para denunciar violência doméstica. Em 2024, foram mais de 1 milhão de chamadas. Somente no Rio Grande do Sul, duas mulheres sofrem violência doméstica a cada hora, em média.
“Se olharmos para a questão racial, infelizmente esses números são ainda mais cruéis com as mulheres negras”, afirma a coordenadora de Promoção da Igualdade Racial, Renata David, que está em Brasília (DF) nesta terça-feira, 25, participando da 2ª Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver e do ato pelos “21 Dias de Ativismo pelo Fim do Racismo e da Violência contra as Mulheres”, que ocorrem em conjunto na Esplanada dos Ministérios, promovido pelos ministérios da Igualdade Racial e das Mulheres.
Nesta terça-feira, 25 de novembro, foi o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, data instituída pela ONU para chamar a atenção da sociedade para a persistente violência de gênero. Este ano, as pautas de gênero e racial se conectam na mesma luta na capital federal.
“A 1ª Marcha das Mulheres Negras aconteceu há 10 anos e hoje, com muita alegria, Cachoeirinha marca presença pela primeira vez, já que nunca tivemos uma Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial antes. A luta por reparação e bem viver é uma luta diária que temos ainda muito pelo que marchar”, disse Renata.
A coordenadora ainda participou de um ato solene no Congresso Nacional, com a presença da ministra das Mulheres Márcia Lopes, da Igualdade Racial Anielle Franco, dos Direitos Humanos e da Cidadania Macaé Evaristo e da Cultura Margareth Menezes.




