POLÍTICA

Vizinhos de casa de bombas protestam contra amadorismo da prefeitura

Moradores querem um laudo externo que ateste segurança de quem mora próximo do dique e da casa de bombas a João Pessoa

Cachoeirinha – Um grupo de moradores das proximidades da casa de bombas da João Pessoa protestaram durante a Sessão da Câmara de Vereadores desta terça-feira (25) contra o amadorismo da prefeitura na busca de solução para a estrutura que está com os seus equipamentos estragados. A promessa de que uma das seis bombas voltaria a funcionar nesta terça não foi cumprida e ela deverá ser instalada nesta quarta.

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No final de semana, até um mergulhador foi contratado para tentar verificar se havia algum dano na estrutura e bombas foram alugadas com arrozeiros para tirar a água que começava a invadir casas. Sem manutenção e com uma instalação que permitia que os comandos elétricos fossem inundados, a casa de bombas parou completamente de funcionar por causa da enchente, contribuindo para o alagamento de dezenas de casas.

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Atendendo pedido do vereador David Almansa, o presidente da Câmara, Edison Cordeiro, autorizou que um representante dos moradores usasse a Tribuna Popular. Sara Nascimento, do coletivo Alagados de Cachoeirinha, usou o espaço para cobrar da prefeitura um laudo técnico que ateste a real situação do dique.

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“Nós estamos vivendo em Cachoeirinha um crime com a população afetada. A água que entrou em nossas casas não é da enchente. É água de esgoto. Então, a dificuldade para a gente voltar para as nossas casas é muito maior do que os senhores pensam”, relatou.

E continuou: “Nós queremos um laudo técnico que nos digue qual é a condição do dique e que tipo de perigo a gente está enfrentando. Nós gostaríamos muito que um laudo fosse apresentado por uma equipe técnica para que as pessoas, como o vizinho Jorge, que estão há 60 dias longe de casa com a mãe idosa, cega, esquizofrênica possam ter a segurança de voltar para dentro de casa. Tem outras pessoas aqui que tem filhos pequenos e que cada vez que chove entram em pânico. O nosso grupo fica pipocando a noite toda de medo, de pavor … A gente viu ao longo da semana vários vídeos, do mergulhador, da situação das bombas … na verdade a gente não tem uma posição concreta que nos dê uma segurança de dormir à noite.”

Sara argumentou que o feito pela prefeitura “parece uma falta de profissionalismo”. A enchente, salientou, aconteceu em maio, e julho está chegando e ainda tem água nas ruas e tem casa que não dá para entrar.

Vereadores, antes de Sara usar a Tribuna, cobraram o Executivo, como o próprio líder de Governo, Otoniel Gomes. “Nós precisamos, é cobrar do Executivo. Nessa hora, precisamos cobrar do Executivo o projeto que possa sair do papel. As pessoas não querem saber de vídeo, do blá, blá, blá. Estão cansadas. Elas não querem é água na sua porta”, destacou.

O vereador Paulinho da Farmácia também se posicionou e contra ao que ouviu falar sobre a casa de bombas: “Não adianta querer colocar CCs lá do jeito que estavam querendo fazer. Tem que colocar pessoas especializadas ou contratar uma empresa para as pessoas saberem o que tem que fazer no momento [que algo acontecer] lá. Os comentários que eu escutei é que iam revezar os CCs, um em cada noite. Eu sou totalmente contrário”, disse.

Confira o que disse a representante dos moradores:

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