POLÍTICA

Vereador Leonardo revela irregularidade em duas áreas dos 300 Aps

Elas são de preservação permanente e prefeitura terá que fazer a troca

Cachoeirinha – O vereador Leonardo da Costa revelou na Sessão da Câmara desta terça-feira (18) que duas das quatro áreas que a prefeitura vai doar para a construção dos 300 apartamentos populares não poderão ser usadas. O projeto fazendo a doação para a Associação de Moradores Santa Rosa, de Taquara, responsável pelo projeto Romênia, que vai distribuir as moradias de graça para vítimas da enchente e para quem mora em áreas de risco, foi aprovado apesar do problema que vai inviabilizar o uso.

As duas áreas ficam no loteamento Central Park e Loteamento Granja Esperança I, bem próximas, e concentram 200 dos 300 apartamentos. Leonardo salientou no momento da discussão do projeto que as secretarias da prefeitura deveriam ter trocado informações para evitar a utilização dos dois terrenos. Há nascente, curso d’água e são consideradas de preservação permanente conforme laudo da Fepam, quando fez a liberação do loteamento. A secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade, conforme informação divulgada no site da prefeitura, tinha conhecimento de uma nascente na área maior e até realizou um parecer técnico e uma ação de limpeza no local. Outro ponto é que são áreas de inundação, conforme o vereador.

Publicidade
Publicidade

Leonardo, integrante da Comissão de Saúde, Assistência Social e Meio Ambiente, fez o alerta durante a tramitação do projeto, mas ele acabou recebendo parecer favorável. O presidente da Comissão, Marcelinho, explicou que isso era necessário porque há um prazo e Cachoeirinha correria o risco de perder os recursos da União.

Publicidade

Paulinho da Farmácia, que foi o responsável pela aproximação da associação com o prefeito Cristian Wasem, argumentou que votaria de forma favorável e esperaria pela troca das áreas. Segundo ele, a prefeitura perdeu o prazo em 2018 e no ano passado justamente por não ceder áreas para o projeto chamado de Romênia.

Publicidade

Na manhã desta quarta-feira (18), o secretário do Meio Ambiente, Eduardo Quintana, não deu retorno à reportagem sobre como as áreas entraram na doação se não podem ser usadas. Já a secretaria da Habitação, Neka Fagundes, revelou que vai se reunir com a equipe técnica do Meio Ambiente para saber o que aconteceu e como o problema pode ser resolvido. Segundo ela, se for necessário, novas áreas serão buscadas.

Já o assessor técnico da associação, André Fortes, explicou que caso haja o impedimento do uso das duas áreas, não será problema fazer a troca. A maior preocupação da entidade é ter a documentação toda em mãos para inscrever o projeto Romênia no edital que o Governo Federal vai abrir até o final do mês, conforme havia prometido.

“O Governo Federal tem previsão de lançar dentro do seu calendário o edital do Minha Casa Minha Vida – Entidades no presente mês. E trabalhamos para neste edital para reapresentar o projeto Romênia. Sobre as áreas, essas situações são comuns e junto as respectivas secretárias e órgãos competentes é possível ser revertida esta qualificação das áreas”, disse.

Na votação do projeto, vereadores de oposição foram favoráveis à doação. Leonardo da Costa explicou que era “fundamental o voto favorável”. “Porque a gente está falando em um conjunto habitacional para a população que mais precisa, aquelas que foram atingidas pela enchente. Mas é fundamental, também, que o que foi dito neste plenário hoje se cumpra. Que essas áreas, que são APPs, áreas de preservação permanente, com áreas de inundação, sejam substituídas”, pediu.

Leonardo fez o alerta

As áreas irregulares para um projeto habitacional, segundo o vereador Leonardo da Costa:

A maior área e mais valiosa, conforme avaliação do Departamento de Tributos Imobiliários da secretaria municipal da Fazenda, é uma de 12,3 mil metros quadrados. Ela está localizada no Central Park, mas em mapas o bairro também é chamado de Jardim do Bosque. No terreno da General Canabarro funciona a creche Jardim do Bosque. No local, estão previstos blocos de quatro andares com 136 apartamentos. Esta área, conforme licenciamento da Fepam, tem uma parte considerada APP e a outra é destinada a uma praça conforme o mapa abaixo. Pelo mapa, uma parte da área, chamada de institucional, poderia ser utilizada.

A segunda área está localizada na rua Carobinha, no Jardim do Bosque, e próxima do terreno do Central Park. No projeto, a área é apresentada como sendo do Loteamento Parque Granja Esperança I. São 4,7 mil metros quadrados e a avaliação é de R$ 1 milhão. No local estão previstos dois blocos totalizando 64 apartamentos.

LEIA MAIS

Saiba a localização das áreas dos 300 APs

Projeto Romênia vai injetar R$ 45 milhões em Cachoeirinha e gerar 250 empregos

Cachoeirinha terá 300 APs de graça para quem mora em áreas de risco

Mais notícias de POLÍTICA

Botão Voltar ao topo
Anúncio
erro: Não autorizamos cópia do nosso conteúdo. Se você gostou, pode compartilhar nas redes sociais.