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Heloísa produz pulseiras e vende pelo Facebook, incentivada pela mãe - Fotos: Álbum Pessoal

Vendendo e comprando de tudo pelas redes sociais

Com o avanço do coronavírus e diminuição da renda, a procura pelos briques da internet aumentou

Cachoeirinha – Uma nova forma de se obter renda em tempos de pandemia, os chamados briques, se tornaram o comércio principal para quem está com pouca grana e em busca dos melhores preços. A venda de produtos usados e a oferta de serviços pelas redes sociais se tornaram uma boa alternativa para quem precisa complementar renda ou continuar no mercado.

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Para o técnico em eletrônica, Felipe Soares Pereira, 37 anos, morador da Vista Alegre, que está há um ano trabalhando de forma autônoma, rede social tornou-se ferramenta imprescindível para oferecer seus serviços. “As pessoas estão o tempo todo no Facebook, então se sentem mais seguras em contratar serviços de pessoas mais próximas, principalmente no meu caso, que trabalho com conserto de computadores. Esse alcance maior faz com que essa seja minha escolha atual para apresentar e oferecer meu trabalho”.

Para oferecer serviços e comprar equipamentos, Felipe usa as redes

Segundo Felipe, cada plataforma de compra e venda tem uma característica específica. “Uso mais o Mercado Livre e o OLX para compra de componentes eletrônicos, pois caso haja algum problema de entrega ou de troca de peças, sites que são daqui facilitam esse trâmite. Tem também a opção do Ali Express, com preços mais atraentes, mas a entrega é demorada e se dá algum problema com a compra tudo se torna mais difícil.”

Para vender algo pelas redes é preciso ter persistência, frisa Felipe. “Tem que ficar repostando, não é fácil. Dependendo da plataforma que tu escolhe para anunciar, tem cadastro e são cobradas taxas por vendas e até por visualização e interesse do público que busca o produto, como Mercado Livre e OLX”.

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O técnico ressalta que, antes de anunciar e escolher a plataforma, é bom fazer uma pesquisa prévia. “É importante você saber se já tem aquele produto ou serviço sendo oferecido e a qual preço. As redes estão competitivas e se você postar por um valor muito maior que o que está sendo trabalhado, vai dificultar fechar o negócio.”

De todas as redes sociais usadas para comércio, o marketplace do Facebook se tornou o mais popular. “O acesso é mais fácil, tu posta do jeito que quiser, de qualquer forma e não tem muito filtros. Através do Facebook tu vende muito e de tudo, mas por preços muito baixos. Com a pandemia, até os produtos oferecidos mudaram. Muitas pessoas começaram a oferecer pães, doces, lanches, entre outras coisas, que não era comum antes, além do aumento significativo da oferta de prestação de serviço por preços menores. Até o Market Place está extremamente competitivo”, esclarece o técnico.

Kelly com os filhos, Kalebe, 7 anos e Heloísa, 9

Segundo Kelly Macedo Saldanha, 31 anos, assistente pedagógica, moradora da Vila Márcia, com a pandemia, as lojas com vendas pela internet, começaram a oferecer mais ofertas e as compras e vendas pelas redes se tornaram essenciais. “Sempre comprei pela internet e com a quarentena isso aumentou. O Mercado Livre já uso há alguns anos. Até meu pai que não era de fazer compras assim, se tornou adepto”.

Além de comprar, Kelly também usa muito as redes para vender algo. “Estava de mudança e precisei vender um fogão à lenha que não teria como levar. Anunciei nos briques do Facebook. As ofertas pelo produto começaram logo. Como eu tinha um prazo, optei por vender mais barato, pois o comprador tinha disponibilidade de buscar o fogão mais rápido. A venda se concretizou em uma semana”.

A assistente pedagógica também já usou as redes para vender trufas, que ela faz pra complementar a renda familiar, pulseiras confeccionadas pela filha Heloísa, 9 anos, os bordados produzidos pela mãe, entre outros produtos.

“Na verdade, eu uso muito essa forma de vender e comprar e, para mim, é a melhor opção, principalmente no momento que estamos passando, facilita muito. Os preços são bons e um ajuda o outro, isso é o mais legal”. Ela frisa a importância de sempre usar sites de confiança e avaliar a forma de pagamento e a retirada do produto.

“Eu sempre procurei coisas em brick, desde coisas para casa até para as crianças. Hoje tenho vários aplicativos de compra no celular, pois os preços são bem mais em conta”.

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