Vazamento de dados não tem relação com a IPM Sistemas, afirma empresa

Todos os dados de 5.656 pessoas que se cadastraram no auxílio reconstrução em Cachoeirinha vazaram
Cachoeirinha – O vazamento de dados de 5.656 pessoas que se cadastraram para receber o PIX de R$ 5,1 mil do auxílio reconstrução não tem nenhuma relação com a empresa IPM Sistemas, fornecedora da prefeitura de Cachoeirinha. A empresa enviou nota à reportagem (leia abaixo) explicando que todos os endereços dos serviços que presta estão no atende.net. No vazamento, a URL era outra e não da IPM.
O vazamento dos dados foi descoberto por um inscrito que estava fazendo uma pesquisa pelo seu nome no mecanismo de pesquisa do Google. Ele acabou encontrando um link indexado e clicou nele e ficou surpreso ao ver todos os nomes dos inscritos incluindo CPF, telefone e ainda dados dos familiares que foram cadastrados. O caso acabou parando no Ministério Público, que abriu investigação.
A assessoria de imprensa da prefeitura explicou na época que o setor de tecnologia da informação cometeu um erro na construção do sistema para o cadastramento das pessoas atingidas pela enchente, permitindo que mecanismos de pesquisa indexassem a página com os dados cadastrados, que não foram exibidos publicamente no site da prefeitura. Só era possível acessar a listagem dos inscritos por acaso fazendo pesquisa no Google ou Firefox, por exemplo. Após contato da reportagem, o erro foi corrigido e a listagem deixou de ser exibida.
Nestes dois buscadores, conforme é possível ver em pesquisas sobre o auxílio reconstrução em Cachoeirinha, o título do link apresentado pelos resultados é IPM Sistemas (veja imagem). A reportagem apurou que isso acontece em todos os demais sistemas que a prefeitura tem e que não são da IPM.

Como o nome da IPM foi parar no título de serviços que não são seus é uma incógnita. O CEO da IPM, Aldo Luiz Mees, explicou pelo whatsapp que “os algoritmos de busca do Google relacionam a pessoa, física ou jurídica, ao(s) serviço(s) mais acessados. Isso não indica ‘autoria ou responsabilidade’, e sim ‘uso’.”
Mees ressalta que a empresa catarinense tem contratos com quase duas centenas de prefeituras no Brasil e que a segurança de dados é uma das maiores preocupações porque eles são relacionados a setores sensíveis das administrações municipais.
Confira a nota enviada pela empresa:
Com relação à matéria Vazam todos os dados de quem pediu Pix de R$ 5,1 mil em Cachoeirinha, a IPM Sistemas esclarece que não procede a informação de que o citado vazamento tenha ocorrido dentro do sistema desenvolvido e mantido pela empresa. Apuração técnica realizada logo após a divulgação da notícia identificou que os dados estavam armazenados no endereço https://sistemas.cachoeirinha.rs.gov.br/sisReconstrucao/php/inicio/inicio.php. Não há qualquer conexão entre essa página e o sistema IPM, que só utiliza endereços atende.net.
A segurança de dados mantidos sob a sua guarda é um dos pilares do trabalho da IPM Sistemas, que há 28 anos promove a transformação digital de cidades de todo o Brasil, com uma rigorosa política de proteção da informação.
Atualizada – 25/06/2024 – 11h59min


