Tombada, Casa dos Baptista é reconhecida como sítio arqueológico

Cerimônia no início da tarde desta sexta-feira (8) marcou o tombamento da casa
Cachoeirinha – Uma cerimônia no início da tarde desta sexta-feira (8) marcou um dos fatos mais importantes da história de Cachoeirinha: o tombamento da Casa dos Baptista. O historiador Guilherme Dias da Silva salientou que a preservação do patrimônio histórico é o elo que liga o homem a uma localidade.
No ato, realizado no Gabinete do Prefeito, a secretária municipal da Cultura, Esporte, Lazer e Turismo, Sueme Pompeo de Mattos, fez um breve relato da jornada até o tombamento e revelou que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) que o casarão foi registrado como sítio arqueológico “de grande importância para a compreensão da vida das estâncias gaúchas a partir do fim do Século XVIII”. Já promotora Simone Annes Keunecke lembrou da atuação do Ministério Público e do envolvimento de lideranças da comunidade no movimento para o tombamento da casa.
Mostrando o Livro do Tombo, onde serão registrados outros imóveis que vierem a ser tombados, a secretária da Cultura disse ao O Repórter, antes do início da cerimônia, que o primeiro passo é o escoramento da casa para evitar desabamento. Um muro, conforme o historiador, já caiu. Com o reconhecimento do Iphan, ressaltou Guilherme, o leque de opções para a restauração do casarão de abre.
A representante da família Baptista, Sílvia Maria Baptista Soares, lembrou que passava os finais de semana na antiga fazenda durante sua infância. “A casa era muito bem cuidada pela minha avó, embora ela fosse Gusmão e não Baptista, que era o marido dela e que morreu muito cedo. Os móveis foram todos roubados, infelizmente. A gente cuidou o máximo.”
A secretaria da Cultura conseguiu recuperar alguns objetos e documentos que contam um pouco da história da Casa. Está, dentro do processo judicial, como depositária fiel. Sueme lembrou que em 1990 a professora Isabel Monbach organizou o livro Memória de Cachoeirinha e nele já constava a Casa dos Baptista como origem da história de Cachoeirinha. A professora, que estava no ato, considerou o tombamento uma “importante etapa” para a preservação do patrimônio que conta a história da cidade.
O tombamento não é apenas da Casa dos Batista. Ele também compreende uma área de 6,3 hectares no entorno do prédio. Depois do escoramento serão definidos os próximos passos para a elaboração de estudos e projetos para recuperar o imóvel. A prefeitura ficará responsável pela busca de recursos e os herdeiros seguem sendo proprietários e também devem zelar pela preservação.
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