Teste do pezinho: RS reforça importância da triagem neonatal
No Brasil, a obrigatoriedade do teste do pezinho foi estabelecida em 2001, com a criação do Programa Nacional de Triagem Neonatal

Para marcar o Dia Nacional do Teste do Pezinho, em 6 de junho, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) promove uma série de atividades com o objetivo de ampliar a conscientização sobre a triagem neonatal. A principal ação será o seminário “Junho Lilás – A Vida Merece um Início Seguro e Protegido”, que ocorre em 16 de junho, em parceria com o Serviço de Referência em Triagem Neonatal (SRTN) do Hospital Materno Infantil Presidente Vargas (HMIPV), de Porto Alegre.
O evento é voltado a profissionais da saúde das esferas estadual e municipal, além de pediatras, geneticistas, equipes multiprofissionais, acadêmicos e associações de pacientes. A programação completa e as inscrições estão disponíveis online.
Outra atividade alusiva ao mês é a iluminação cênica de prédios públicos da capital. Em 6 de junho, o Monumento do Expedicionário e o Mercado Público serão iluminados na cor lilás. Entre os dias 1º e 13 de junho, o Tribunal de Justiça do RS e a Câmara Municipal também participarão da ação, que busca alertar a população sobre a importância da realização do exame em recém-nascidos.
No dia 1º de junho, será promovida a 1ª Corrida Lilás, organizada pelo Sesc Azenha, em parceria com o Instituto Atlas Biosocial, Casa dos Raros e com apoio da SES. A largada está prevista para as 8h, no Viva Open Mall (Av. Nilo Peçanha, 3228 – Chácara das Pedras), com percursos de 3, 5 e 10 quilômetros, além de modalidades de caminhada e infantil.
Sobre o teste
O teste do pezinho é feito com gotas de sangue coletadas do calcanhar do bebê, entre o terceiro e o quinto dia de vida. O exame permite o diagnóstico precoce de sete doenças raras: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita, deficiência de biotinidase e toxoplasmose congênita.
Em 2023, 83.342 crianças realizaram o exame pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no RS, o equivalente a 74,6% dos 111.681 nascimentos. Foram identificados 86 casos positivos. Outros 28.339 testes foram realizados na rede privada.
As coletas são feitas nas unidades de saúde dos 497 municípios gaúchos e encaminhadas ao laboratório do HMIPV. De acordo com a enfermeira Jeanice Cardoso, da Divisão de Saúde da Criança da SES, o início do tratamento em até 15 dias pode prevenir sequelas graves e até a morte. Caso haja confirmação, o SUS garante assistência vitalícia ao paciente.
Criado em 2001, o Programa Nacional de Triagem Neonatal tornou o teste do pezinho obrigatório em todo o país. Segundo Jeanice, o Brasil é referência internacional na área, e o investimento contínuo em programas de triagem contribui para melhorar a qualidade de vida das crianças.
Desde 2023, o governo do Estado repassa anualmente R$ 4,6 milhões a Porto Alegre para cofinanciamento do serviço de referência.






