Superando a pandemia: casal abandona o Uber e cria negócio próprio - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Com a quarentena, surgiu o Dogão da Ruiva - Foto: Rô Hackmann

Superando a pandemia: casal abandona o Uber e cria negócio próprio

Montar um delivery de dog aberto foi a solução encontrada após a queda do movimento no aplicativo

Cachoeirinha – Usar o próprio carro para fazer Uber era o que garantia o sustento para Desirée Gomes, 31, e da sua companheira, Simone Klein, 35, há quase quatro anos. Mas com a chegada do coronavírus e a necessidade da quarentena, elas viram o movimento cair consideravelmente, sem falar nas dúvidas que surgiram sobre até que ponto estariam expostas ao vírus se permanecessem fazendo aplicativo. “A insegurança bateu e os ganhos com as corridas reduziram 75%. O que estava entrando já não garantia nem a nossa comida” conta Simone.

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Ela e a companheira se dividiam entre as corridas pelo aplicativo e os cuidados com a filha Marina, de 1 ano e 9 meses. “A Simone se dedicava ao aplicativo durante a semana e nos finais de semana eu que trabalhava. Dessa forma, conseguíamos manter as contas, como aluguel, água, luz e os nossos gastos do dia a dia. Mas com a pandemia, isso já não foi mais possível, pois em um dia normal de aplicativo a média por hora ficava em torno de R$ 25. Com o início da quarentena, esse valor passou para, no máximo, R$ 10 a hora e as contas já não fechavam mais”, explica Desirée.

Simone, Marina e Desirée

Sem saber o que fazer para mudar este quadro, as companheiras passaram noites em claro. “Foi então que uma amiga, de coração imenso, que pediu para não ser citada, nos deu uma ajuda em dinheiro para que comprássemos os primeiros ingredientes necessários para poder iniciar as vendas de dog”, conta Simone.

Segundo Desirée, o Dogão da Ruiva surgiu em meio à incertezas se a tentativa daria certo. “Fomos na cara e na coragem. Montamos um primeiro produto, que era o dogão aberto com duas salsichas e 20 ingredientes e lançamos a R$ 10”. Os pedidos começaram a entrar. A Ruiva (Desirée) ficou responsável pela montagem do dog e Simone fazia as entregas. “A melhor parte de tudo foi o retorno que passamos a ter dos clientes de como eles gostaram do dog. Isso nos motivou a aumentar o cardápio e a criar novos sabores”, ressalta.

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O retorno dos clientes é o maior incentivo para elas

Além do Dogão tradicional de salsicha, hoje o Dogão da Ruiva conta também com o Gadão (Dog de carne de panela), Frangão (dog de frango) e o Bresão (dog de calabresa). Para o próximo mês, novos sabores vão entrar para a lista. Desirée conta que, por mais que o dog de salsicha estivesse fazendo sucesso entre os clientes, ela sentia que precisava atender outros gostos.

“Foi quando o amigo Jomar Braga, que estava trabalhando conosco como motoboy, chegou um dia nos contando que tinha preparado uma carne de panela deliciosa no almoço. Então ele disse: “Bah, um dog de carne de panela, hein, ia fazer sucesso!”. No outro dia fizemos o teste e no seguinte o Gadão, nome também sugerido por Jomar, entrou no cardápio do Dogão da Ruiva”.

Muito cuidado e dedicação no preparo dos lanches

Para a Ruiva, trabalhar com delivery de comida é a realização de um sonho. “Sempre gostei de cozinhar. Uma amiga brinca comigo dizendo que eu nasci com o dom para alimentar pessoas. Conseguir produzir um lanche que foi muito bem aceito pelos clientes enche meu coração de alegria”, emociona-se.

A divulgação dos produtos acontece somente pelas redes sociais. “Usamos o Facebook e Instagran para as postagens. Através do whatsApp (9.9520.2206), recebemos os pedidos. E cada cliente que entra em contato conosco fica cadastrado. Então, quando temos promoções ou novidades, todos recebem através da nossa lista de transmissão”, explica Simone.

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