Secretário pede ajuda para atender 2,5 mil famílias com cestas básicas - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Valdir Mattos - Foto: Arquivo

Secretário pede ajuda para atender 2,5 mil famílias com cestas básicas

Sem ajuda da União e com dificuldades financeiras, Prefeitura conta com a ajuda da população para atender famílias carentes

Cachoeirinha – A situação de pelo menos 2,5 mil famílias em Cachoeirinha diante do agravamento da pandemia e com redução na atividade econômica está extremamente delicada. A Prefeitura, conforme o secretário de Assistência Social, Cidadania e Habitação, Valdir Mattos, praticamente não tem recursos para a compra de cestas básicas para atender a todos. Outra dificuldade enfrentada é a negativa de alguns fornecedores de garantirem um preço para a retirada futura conforme a necessidade, tendo em vista a oscilação no preço dos alimentos.

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A única saída no momento, ressalta Mattos, é contar com a ajuda da população. “Temos caixas de coleta em todos os supermercados e mesmo assim as doações têm sido poucas”, lamenta. Uma alternativa, anunciada pelo prefeito Miki Breier no sábado, é a solicitação para que as pessoas que forem ser vacinadas contra a Covid-19 levem um quilo de alimento.

Outra ação deverá iniciar na próxima quarta-feira (7). Mattos explica que máscaras recebidas de empresas como doação serão trocadas por alimentos na frente de supermercados. A ação chegou a ser realizada no ano passado e deu um bom retorno. Um cronograma dos locais está sendo elaborado.

Promessa de 1 mil cestas

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Mattos revela que o Ministério da Cidadania prometeu fazer o repasse de mil cestas básicas, mas ainda não deu nenhuma garantia. O secretário também está fazendo um estudo para ver o que tem e o que consegue de verba enviada pelo Governo Federal para a assistência social para usar na compra de alimentos. “Minha intenção é comprar outras mil cestas básicas”, afirma.

A secretaria já tentou fazer uma licitação com registro de preços para acelerar o processo, mas não avançou. Nesta modalidade, as empresas fornecem o preço e garantem ele por determinado número de meses e só recebem quando a solicitação é feita. O problema é que o preço dos alimentos tem variado muito e aí, com medo de terem prejuízo, os fornecedores não participam da licitação.

Uma alternativa de recursos para acelerar compras seria o repasse que o Governo Federal faz para as prefeituras administrarem o Bolsa Família. “Nós recebíamos R$ 6 mil mensais podendo chegar até R$ 24 mil. Eu consegui elevar o repasse até R$ 18 mil, mas quando iniciou o auxílio emergencial no ano passado esse recurso foi cortado. Ele permitia a compra de cestas básicas para o atendimento de casos emergenciais, mas perdemos ele e não há nenhuma previsão de retomada”, revela.

Hoje, a secretaria está utilizando cestas básicas da última licitação. São 55 por mês e atendem apenas famílias que estejam em extrema necessidade e depois de a situação ser avaliada pela equipe de assistência social. Os donativos que estão sendo entregues para o Comitê a Solidariedade ainda são muito poucos e a partir desta semana o secretário espera que o quadro comece a mudar, contando com a compreensão e ajuda da comunidade.

Doações de empresas e entidades

Conforme o secretário de Assistência Social, muitas entidades e empresas estão realizando suas campanhas, mas definem sozinhas como fazer a distribuição. Se por um lado isso ajuda a aliviar a situação de quem é beneficiado, por outro a iniciativa não deixa de causar um desiquilíbrio na distribuição.

Isto acontece porque sem haver uma gerenciamento, algumas famílias podem acabar sendo atendidas por mais de uma iniciativa, enquanto outras ficam desassistidas. O ideal, conforme Mattos, seria que tudo fosse centralizado no Comitê da Solidariedade já que a Prefeitura possui um cadastro das famílias que são avaliadas pela assistência social. Se os doadores preferirem fazer a própria distribuição, pelo menos um contato com a secretaria ajudaria a evitar duplicidade de atendidos. Mattos não deixa de elogiar essas iniciativas porque elas ajudam a resolver o problema de famílias enquanto a Prefeitura não consegue.

Quem tem urgência, faz o que?

Apesar de estarem cadastradas desde o ano passado e de algumas famílias já terem retornado a um dos cinco Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) em busca de cestas básicas sem obterem sucesso nos pedidos, o secretário Valdir Mattos explica que quem tiver muita urgência deve retornar a uma unidade. “Podem retornar e vamos tentar dar um jeito”, afirma. Quando conseguir fazer a compra e reunir doações suficientes para formar cestas básicas, o secretário diz que a distribuição será feita com base nos cadastros existentes e a classificação realizada pela assistência social.

O secretário destaca que o socorro com cestas básicas não é um programa no qual cada família recebe uma todo o mês o conjunto de produtos. “Não podemos fazer isso. O que fazemos é um socorro avaliando a situação de vulnerabilidade de cada família que passa por uma avaliação criteriosa pela equipe de assistência social”, resume.

Quem quer ajudar, faz o que?

Conforme o secretário, as doações podem ser feitas nas caixas deixadas em supermercados e, dependendo do volume, a secretaria pode ir buscar em empresas e residências. Os telefones para contato são 3471.5939 e 99260.6683.

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