Saúde de Gravataí ressalta necessidade de vacinação contra a pólio

Doses estão disponíveis em todas as 29 unidades de saúde do município
Gravataí – A Secretaria Municipal da Saúde (SMS), reforça a importância e a necessidade de as crianças protegerem-se contra a poliomielite. As doses contra a paralisia infantil, única forma de prevenção contra a doença, estão disponíveis em todas as 29 unidades de saúde do município. Até o momento, Gravataí vacinou 29% da população-alvo da campanha no município, de 14.995 pessoas. A meta preconizada pelos órgãos de saúde é imunizar, ao menos, 95% das crianças menores de 5 anos.
“É de extrema importância que os pais atualizem a caderneta de vacinação de seus filhos para que doenças como a poliomielite não voltem a fazer parte do nosso dia a dia. Nossos postos estão sempre à disposição para essas ações”, reiterou o secretário municipal da Saúde, Régis Fonseca.
Causada pelo poliovírus, a poliomielite é uma doença altamente transmissível que invade o sistema nervoso e pode causar paralisia total em poucas horas. O vírus é transmitido, principalmente, por contato direto pessoa a pessoa pelas vias fecal-oral e, em menor frequência, por água ou alimentos contaminados. Em casos graves, a doença pode causar sequelas irreversíveis e levar à morte.
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite teve início no dia 8 de agosto, em todo o Brasil. Junto a isso, ocorre a multivacinação para todas as crianças e adolescentes menores de 15 anos. O objetivo é colocar em dia as doses do calendário básico que estejam em atraso. Por conta disso, a SMS orienta que quem for ao posto leve sua caderneta de vacinação para que as equipes de saúde das unidades possam fazer a completa avaliação de cada caso.
Devido ao perigo do retorno da doença, erradicada há mais de 30 anos no Brasil, a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), com o apoio da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e de outras instituições de saúde, lançou a campanha “Paralisia infantil: a ameaça está de volta”, com o objetivo de alertar a população para as sequelas da poliomielite e estimular a adesão à vacinação.
A SBIm traz dados do DataSUS, do Ministério da Saúde, para evidenciar o tamanho do problema atual referente à queda da cobertura vacinal contra a pólio. O recuo da vacinação teve início ainda em 2016. Desde então, a cobertura mínima de controle da doença não foi alcançada, exceto em 2018. Com o início da pandemia de covid, em 2020, os números caíram ainda mais. No ano passado, por exemplo, cerca de 30% das crianças menores de 1 ano não foram vacinadas contra a pólio. Além disso, 40% não receberam o reforço no primeiro ano de vida e mais da metade (55%) não receberam o reforço aos 4 anos.






