Saúde de Gravataí realiza trilha terapêutica no Morro Itacolomi

Subida ao local ocorreu na última sexta-feira (21)
Gravataí – A Secretaria Municipal da Saúde (SMS), organizou a 20ª Trilha Terapêutica no Morro Itacolomi na última sexta-feira (21). A atividade, que integra as ações continuadas da SMS para promoção da saúde mental integral, destaca a importância da conexão do ser humano consigo mesmo, com seus semelhantes e com a natureza. Segundo o psicólogo da SMS Gerson Jung, profissionais de outros municípios e do Hospital São Pedro, de Porto Alegre, confirmaram a participação nesta edição.
Desde a primeira edição, a atividade já recebeu estudiosos de diversos estados brasileiros e de outros países, que descreveram a prática terapêutica em suas dissertações de mestrado e teses de doutorado. Em 2022, a 15ª edição aberta ao público em geral contou com participantes dos oito até os 78 anos de idade. Filipe Rosa, estudante do curso técnico de enfermagem, foi um exemplo destacado de superação. “Venci a mim mesmo”, destacou. Segundo ele, a subida ao morro como atividade de saúde mental propõe a quebra de barreiras e a ressignificação de traumas.
A atividade envolve os grupos que ocorrem, mensalmente, pela cidade de maneira descentralizada. “Em contato com a natureza, todos nós temos a oportunidade de valorizar as relações com os semelhantes e com a cidade”, acredita Suzana Kersting, agente comunitária de saúde (ACS) da USF São Marcos – local de saída da trilha. Junto ao marido Arcanjo e ao filho Jonas, Suzana é uma das moradoras pioneiras desta aventura e guia junto com os apoiadores Fabio Schonardie, Arthur Teixeira e Fernando Naciuk.
Além de Suzana, diversos outros profissionais da saúde estimulam a ação, que tem os psicólogos Gerson Jung e Katia Ferreira como idealizadores. Segundo os psicólogos, houve muitos depoimentos e relatos de moradores diagnosticados com algum transtorno psíquico e que, por meio de atividades integrativas, escrevem livros, organizam atividades comunitárias e fazem artesanato ou alguma atividade cultural, além de participarem das trilhas ecológicas, grupos de ginástica e outros de integração e convivência organizados pela prefeitura, associações e outros.
O psiquiatra Nilton Beust, que atua desde 2008 na rede, foi pela primeira vez. Diva da Silva, 78 anos, foi pela segunda vez. A exemplo dos dois, muitas histórias foram compartilhadas e ressignificadas.
Breno Garcia
Na USF Breno Garcia, os encontros ocorrem uma vez por mês e reúnem multiplicadores da região, além dos profissionais da saúde e moradores do bairro, para falar sobre a importância dos cuidados com a saúde integral. Segundo a agente comunitária de Saúde Rute Macedo, os médicos da unidade orientam os pacientes a participarem dos grupos e estarem atentos aos sinais em si mesmos, em seus familiares e amigos, colegas de trabalho e pessoas ao redor.
Gelson e Marci, por exemplo, apresentaram histórias reais de suas vidas. Apesar de uma série de desafios, deram uma virada de chave e hoje confeccionam velas aromáticas , levando a aromaterapia para todos os bairros da cidade e mostrando seus talentos, além de incentivar outros moradores a criarem possibilidades de geração de trabalho e renda. “Haja Luz é a nossa missão. Com velas cheirosas fazemos o bem para nós mesmos e para os que se aproximam de nós”, explicam.
Segundo Rute, o casal é um exemplo de vidas modificadas pelo cuidado dos profissionais da saúde engajados com a comunidade, incentivados pela mostra de talentos e a geração de trabalho e renda.






