Saúde animal vai passar para a pasta dos humanos em Cachoeirinha
Reforma administrativa do governo Cristian, criando a secretaria do Meio Ambiente e 94 cargos, será votada à noite
Cachoeirinha – A diretoria de saúde animal da prefeitura de Cachoeirinha, hoje vinculada à secretaria de Sustentabilidade, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, não ficará na secretaria de Meio Ambiente a ser criada com a reforma administrativa do Governo Cristian. A diretoria ficará na estrutura da secretaria municipal da Saúde. O projeto da reforma, que além da nova secretaria cria 94 cargos em comissão, entre CCs e FGs, todos para indicações políticas, será votado na Sessão desta terça-feira (8) à noite na Câmara de Vereadores.
O vereador David Almansa apresentou emendas modificando e suprimindo alguns detalhes da proposta do Executivo. Uma delas define que a estrutura da saúde animal deva ficar na secretaria do Meio Ambiente e não na secretaria responsável por tratar de questões de saúde de humanos.
“Senhoras e senhores, a política de bem-estar animal deve estar subordinada à pasta do meio ambiente, a fim de que essa não perca o papel promotor de uma cidade e sociedade em harmonia com a fauna e a flora, e com os seres vivos nela constantes, domesticados ou selvagens. Na Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que tende a ter uma orientação técnica voltada ao combate de zoonoses. Dessa forma, não compete à SMS a promoção da política de bem-estar animal”, justificou o parlamentar.
Ele ainda propõe que diretores devam ter no mínimo ensino médio para ocuparem os cargos. Hoje, o indicado político não precisa ter um nível de ensino muito elevado para ocupar cargos que exigiriam uma certa qualificação. Outra proposta, convertida em emendas, é a eliminação de alguns cargos que configuram duplicidade de funções.
Um dos pontos que chama a atenção na reforma administrativa é a manutenção de cargos que foram criados quando a cidade tinha o orçamento participativo. Estes cargos foram mantidos pelos últimos prefeitos, porém a função não teria sentido, conforme o vereador, porque as pessoas não teriam o que fazer já que o Orçamento Participativo não existe há mais de 10 anos. Seria, segundo ele, cargos apenas para contemplar aliados políticos.
As emendas do vereador serão rejeitadas na Sessão de logo mais uma vez que a base governista tem maioria e já recebeu o comando do Governo definindo como deve ser a votação.


