GRAVATAÍ

Quiosque da Cultura retoma atividades com exposição acessível de Valdir da Silva

Após 19 meses fechado por conta da pandemia, espaço volta a receber público no próximo dia 9 de setembro

Publicidade
Invista em Gravataí/RS

Gravataí – A Prefeitura de Gravataí, por meio da Secretaria Municipal de Esportes, Cultura e Lazer (SMCEL), informa que o Quiosque da Cultura está reabrindo as suas portas, após 19 meses fechado em virtude da pandemia da covid-19, com a exposição fotográfica acessível Imagens da Alma, de Valdir da Silva – Fotógrafo Cego. A ação tem grande valor simbólico, já que, assim como ocorreu com outros artistas durante a pandemia, Valdir teve que se reinventar ao longo da vida.

Publicidade
Planeje suas conquistas com o Sicredi
Publicidade
Sogil, há 72 anos em novimento

Seguindo os devidos protocolos de atendimento em virtude da atual situação sanitária, toda a comunidade é convidada a participar da abertura oficial da exposição “Imagens da Alma”, que será realizada no dia 9 de setembro, às 18h30, quando o fotógrafo estará presente para receber o público. A mostra segue até dia 3 de novembro, de segunda a sexta-feira, com entrada gratuita no Quiosque da Cultura (Praça Leonel da Moura Brizola, s/nº). A exposição acessível conta com vídeo legendado e imagens com recursos de audiodescrição via Qrcode. A captação e edição de imagens são de Giovanni Benedito e Luciano Xaba.

Publicidade

Segundo a técnica superior em Artes Visuais e coordenadora do Quiosque da Cultura, Mari Velleda, a classe artística foi uma das mais abaladas pela pandemia, já que foi uma das primeiras a serem atingidas e uma das últimas a retornar às atividades. “O nosso espaço, que é um referencial tão importante para a arte e a cultura do município, e pelo qual a comunidade tem grande apreço, fechou suas portas por tempo indeterminado e, até então, ninguém imaginava o quanto seria distante a retomada das ações culturais, que se fazem pelo encontro, pelo contato e pelo convívio, exatamente o que nos foi tolhido pelo distanciamento social. Mas, enfim, estamos muito felizes em retomar as nossas atividades.”

Publicidade
Envie sua sugestão de reportagem

Mari ainda explica que pode parecer inadequado usar a expressão adjetiva “Fotógrafo Cego”, ao invés do termo “Fotógrafo com Deficiência Visual”. Porém, ela revela que é com orgulho que o próprio artista, assim, se autodenomina, já que a paixão pela fotografia nasceu somente após sua perda visual, aos 24 anos de idade. Valdir se reconhece como “Fotógrafo Cego”, já que quando não lhe foi possível ver o mundo como antes, encontrou na fotografia a possibilidade de se reinventar e uma nova forma de enxergar a vida (não de forma literal ou reduzida ao que os olhos podem ver), agora, por meio da sensibilidade, o calor de um momento, a descrição de um instante e as histórias contadas por quem ele fotografa. Valdir não se limita pela deficiência, ao contrário, ressignifica o sentido da palavra “olhar”, na qual todas suas fotografias carregam consigo “Imagens da Alma”.

Botão Voltar ao topo