Gravataí

Profissionais de saúde de Gravataí recebem capacitação sobre esporotricose

A doença é uma micose causada por fungos do gênero Sporothrix spp. e pode afetar tanto humanos quanto animais, sendo considerada uma zoonose emergente

Gravataí – Com o objetivo de atualizar conhecimentos e qualificar o atendimento à população, profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) de Gravataí participaram, na quarta-feira (6), de uma capacitação sobre esporotricose. A doença é uma micose causada por fungos do gênero Sporothrix spp. e pode afetar tanto humanos quanto animais, sendo considerada uma zoonose emergente.

A atividade foi organizada pelas divisões de Vigilância Ambiental em Saúde (Viam) e Vigilância Epidemiológica (Viep), ligadas ao Departamento de Vigilância em Saúde (Viemsa). Durante a formação, os participantes receberam orientações sobre os principais aspectos da doença, incluindo formas de transmissão, diagnóstico, tratamento e a importância da notificação compulsória dos casos em humanos.

No meio urbano, os gatos são considerados o principal reservatório da esporotricose. De acordo com a médica veterinária Kennya Souto Maior Zingano, a transmissão ocorre principalmente por arranhaduras, mordidas ou pelo contato com lesões cutâneas de gatos infectados em mucosas ou pele lesionada. A infecção também pode acontecer por inoculação traumática, como contato com espinhos, madeira ou solo contaminado com matéria orgânica que contenha o fungo.

A médica infectologista Gisele Oro Boff destaca que pessoas que apresentem lesões suspeitas, especialmente quando há histórico de arranhadura, mordedura ou contato com secreções de gatos possivelmente infectados, devem procurar atendimento médico na unidade de saúde mais próxima.


O controle e a prevenção da esporotricose dependem de ações integradas envolvendo cuidados com os animais, o ambiente e a saúde humana. Entre as medidas mais importantes está o tratamento adequado dos animais infectados e o isolamento deles durante o período da doença, evitando que tenham acesso livre às ruas. Essas ações ajudam a reduzir o risco de transmissão para outros animais e também para as pessoas.

Para mais informações, a população pode entrar em contato com a Vigilância Ambiental em Saúde pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (51) 3600-7747. Já a Vigilância Epidemiológica atende pelo e-mail [email protected] e pelo telefone e WhatsApp (51) 3600-7748.

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