Professores estaduais aprovam greve a partir de quarta
Os professores da rede estadual de ensino aprovaram na tarde desta quarta-feira (8) greve por tempo indeterminado a partir da próxima quarta-feira, dia 15 de março. Na assembleia geral realizada no Gigantinho foi aprovada a adesão à paralisação nacional convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), já aprovada também em outros estados.
A proposta aprovada pelos professores na assembleia:
Aderir a Greve Nacional, chamada pela CNTE, a partir do dia 15 de março, com os seguintes eixos: Contra a Reforma da Previdência, Contra a Reforma Trabalhista, Contra a Reforma do Ensino Médio, Pelo Cumprimento da Lei do Piso Salarial Nacional, Contra os Ataques do Governo Sartori e a Retirada de Direitos, Pelo Pagamento Integral do 13º Salário, Contra o Parcelamento e Arrocho Salarial, Pela Manutenção do IPE Público e de Qualidade e Pela Manutenção dos Direitos dos/as Trabalhadores/as.
Nota oficial divulgada pela secretaria estadual de Educação:
Sobre a informação divulgada pelo Cpers Sindicato, após ato de um grupo de sindicalistas que decidiu deflagrar greve a partir do dia 15 de março, a Secretaria de Estado da Educação torna público o seguinte posicionamento:
1. A medida é inoportuna, visto que o ano letivo de 2017 iniciou nesta segunda-feira (06) e a greve afetará diretamente a comunidade escolar, especialmente os mais de 900 mil estudantes.
2. O país enfrenta uma recessão econômica sem precedentes, o que impacta diretamente o RS, que atravessa a maior crise econômica de sua história. No entanto, o Governo do Estado pagou o completivo do piso do magistério referente ao período de 2015 a 2017, impactando R$ 200 milhões/ano nos cofres públicos. Isto para que nenhum professor tivesse remuneração inferior ao piso nacional.
3. Nos últimos meses de 2016, o Governo do Estado fez outro esforço para pagar a alteração de nível dos professores, resultando no aumento de R$ 25 milhões/ano na folha de pagamento do funcionalismo.
4. A Secretaria de Estado da Educação confia que os nossos professores estaduais permanecerão em sala de aula, em respeito aos alunos e à comunidade escolar.







