CACHOEIRINHA

Prefeitura de Cachoeirinha vai reativar a usina de asfalto

Produção vai permitir uma redução no custo da pavimentação de ruas

Cachoeirinha – Parada há pelo menos sete anos, a usina de asfalto da prefeitura de Cachoeirinha está passando por uma reforma e poderá estar pronta para entrar em operação até o final de maio. Segundo o secretário de Infraestrutura e Serviços Urbanos, Carlos Leonardo Charão, o equipamento está sendo recuperado aos poucos.

A parte elétrica passou por uma revisão havendo troca de fiação, a pintura foi realizada e o compressor foi desmontado para a troca de peças que já foram compradas. Conforme o secretário, a falta de uso por muito tempo não chegou a causar muitos danos no sistema que é bastante rústico. A usina consiste em um misturador de emulsão asfáltica com brita.

A usina deixou de ser utilizada, segundo Charão, pela dificuldade da prefeitura em adquirir os insumos no passado quando a Petrobras Distribuidora era a única fornecedora. “A emulsão é cotada em dólar, tínhamos apenas a Petrobras e muitas vezes era difícil fazer a aquisição por diferentes motivos. Hoje, temos mais fornecedores e acreditamos que não deveremos ter grandes problemas para a aquisição”, disse à reportagem na tarde desta terça-feira (13) na Câmara de Vereadores, onde foi acompanhar a Sessão.

O asfalto a ser produzido é do tipo a frio. Charão destaca que para a pavimentação de ruas o produto é adequado, mas não é recomendado para tapar buracos. “A resistência dele é curta. Até poderemos utilizar para alguma emergência, mas o correto é aplicar asfalto a quente porque a durabilidade em buracos é bem maior.”

A secretaria possui os demais equipamentos para fazer a distribuição do asfalto e compactação. Só falta o dispositivo para aplicar o betume na base e uma solução está sendo analisada.

Caso tudo corra da forma esperada, Charão projeta asfaltar de 10 a 12 ruas até dezembro pois está limitado ao orçamento disponível. Para este ano são cerca de R$ 600 mil. “Nós temos ruas pequenas que têm um movimento considerável de carros e elas já estão com toda a estrutura pronta, faltando apenas a pavimentação”.

Produzindo o asfalto, Charão acredita que a economia para os cofres públicos, na comparação com a contratação de uma empresa para executar o serviço, poderá ficar um pouco acima dos 20%. O percentual pode parecer pouco, mas como o asfaltamento de ruas exige um alto investimento, os 20% têm um peso importante.

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