Prefeitura adianta compra de VT e evita paralisação da Transbus - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí
Transporte coletivo não vai parar - Foto: Arquivo

Prefeitura adianta compra de VT e evita paralisação da Transbus

Solução foi emergencial para manter o transporte coletivo funcionando. Havia risco de a cidade ficar sem ônibus a partir desta terça-feira

Cachoeirinha – A pandemia vem causando prejuízo para as operações da Transbus, concessionária do transporte público municipal, e havia o risco de a cidade ficar sem ônibus a partir desta terça-feira (7). A empresa não tinha dinheiro para completar os R$ 240 mil necessários para efetuar o pagamento dos funcionários e a solução emergencial encontrada pela Prefeitura foi antecipar a compra do vale-transporte de agosto para o funcionalismo.

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Os R$ 110 mil  não são suficientes e a Transbus, conforme o gerente operacional, Clíferson Pelisson, vai recorrer a um empréstimo. O problema no fluxo de caixa da concessionária, contudo, não está solucionado. A alternativa sugerida para a Prefeitura, segundo Pelisson, é a concessão de um subsídio mensal para compensar as gratuidades e a queda no número de passageiros transportados em virtude das medidas restritivas das atividades econômicas.

Antes da pandemia, a média diária de passageiros ficava em torno de 12 mil pessoas. Hoje, não passa de 3 mil passageiros por dia e cerca de 700 não pagam a tarifa, representando 23,33%. A queda no número de passageiros é de 75%. O que é arrecadado hoje na roleta não cobre os custos básicos da folha e do óleo diesel, que giram ao redor dos R$ 310 mil mensais. Se colocados os demais custos envolvidos em toda a operação, como aluguel da garagem e manutenção dos coletivos, entre outros, o quadro aponta para um colapso no sistema já em agosto.

Pelisson destaca que somente um subsídio concedido pela Prefeitura será capaz de manter a empresa em operação até que as atividades econômicas sejam retomadas à pleno. Na manhã desta segunda-feira (6), ele se reuniu com os vereadores oposicionistas Marco Barbosa, Jack Ritter, Duda Keller, Alcides Gattini e Nelson Martini para pedir apoio.

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Barbosa destaca que a Prefeitura poderia utilizar recursos do socorro da União para ajudar a empresa. Ele lembrou ainda que no Governo passado o Legislativo chegou a reduzir em um ponto percentual o repasse do duodécimo para ajudar a Prefeitura. Hoje, contudo, ele diz que a Câmara não poderia dar uma nova ajuda porque não há recursos sobrando, apesar de no início da pandemia o presidente Edison Cordeiro ter anunciado que anteciparia a devolução de R$ 700 mil para a Prefeitura se fosse criado um fundo exclusivo para a aplicação dos recursos somente em ações relacionadas ao combate da pandemia.

A secretária de Segurança e Mobilidade, Tatiana Boazão, revela que a Transbus pediu isenção de ISS ou a criação de um cartão social para compensar a queda na receita. Seria uma forma de subsídio. Ambas as medidas, por ser um ano eleitoral, não poderiam ser adotadas. “A Procuradoria-Geral do Município está fazendo uma consulta ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) para saber se podemos criar um Fundo de Amparo do Transporte Coletivo e se for possível um projeto será encaminhado para a Câmara de Vereadores”, revelou.

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