Pedágio na ERS-118 ainda não está descartado, mesmo com duplicação
Governo do Estado deverá anunciar a duplicação do trecho Alvorada/Viamão, mas ainda estuda a concessão
Apesar do anúncio do líder do governo na Assembleia Legislativa, Frederico Antunes, de que a duplicação da ERS-118 no trecho de Alvorada e Viamão será feita com recursos públicos, a implantação de pedágio não está descartada. A rodovia está no Bloco 1 de concessões cujo modelação ainda está sendo reavaliada.
O governador Eduardo Leite, durante o Fórum de Competitividade e Reconstrução do Rio Grande do Sul, realizado no Hotel Hilton em Porto Alegre no dia 24 de outubro, afirmou que recursos do Tesouro do Estado e do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) serão investidos em rodovias que serão concedidas à iniciativa privada com um objetivo, entre outros, de reduzir as futuras tarifas a serem cobradas dos usuários.
Em entrevista à rádio Acústica FM, o governador afirmou que a ERS-118 deverá integrar a malha rodoviária a ser concedida à iniciativa privada. “A 118 deve integrar o bloco de concessão. A questão de não ter praças de pedágios ou pórticos, essa é uma demanda que a comunidade tem, a gente compreende e está trabalhando nesta perspectiva de não ter a instalação, mas ela deverá integrar as estradas que estarão sob responsabilidade da concessionária”, disse.
Uma das questões é que o trecho já duplicado, com 21,5 quilômetros, e o que vai ser duplicado, que tem 16 quilômetros, necessita de manutenções. O investimento para a duplicação em Alvorada e Viamão é estimado em R$ 140 milhões. Com a reavaliação do Bloco 1 da concessão, considerando os investimentos que serão feitos com recursos públicos na ERS-118 e outras rodovias, o valor das tarifas deverá baixar. O custo para a manutenção da ERS-118, então, poderia ser diluído nas demais praças do Bloco 1 para que a rodovia possa ser utilizada sem a necessidade de motoristas pagarem por isso.
O coordenador do Movimento RS-118 Sem Pedágio, Darcy Zottis, afirma que estão encaminhados “o não pedagiamento e a duplicação, mas seguiremos mobilizados até essa obra ser concluída”. Segundo ele, o Rio Grande do Sul tem 11.414 km de rodovias estaduais e 463 km são concedidos e possuem pedágios. “O governo tem de fazer a manutenção e eventuais ampliações. O volume gerado de impostos ao longo da rodovia supera em muito todos os custos de investimento e manutenção. O real problema é que o bloco 1 de concessões tem uma falha estrutural de planejamento. Diferente dos blocos 2 e 3, ele não é autossustentável”, salientou.
Para compensar falha, conforme Zottis, os técnicos incluíram a ERS-118 no plano, considerada uma rodovia urbana e de alto fluxo de veículos. “Erro crasso que, por exemplo, o Governo Federal corrigiu, trocando de local o pedágio urbano da Free Way”, destacou.







