ESTADO

Duplicação da ERS-118 deverá sair sem a necessidade de pedágio

Líder do Governo Leite na AL fez o anúncio durante votação do Orçamento para 2025

Na reunião da Comissão de Finanças e Orçamento da Assembleia Legislativa na última quinta feira (7), o líder do governo do Estado e relator da Comissão, deputado Frederico Antunes, confirmou que o Executivo fará a conclusão da duplicação da ERS-118, trecho de Alvorada e Viamão, sem qualquer sistema de pedágio.

A emenda 938 do Partido dos Trabalhadores ao PL 287/2024, a lei orçamentária para o exercício de 2025, previa a execução da obra com recursos do Funrigs (Fundo do Plano Rio Grande), mas foi rejeitada pelos membros da Comissão.

Conforme a deputada Stela Farias (PT), presente na reunião e articuladora da demanda, mesmo com a votação contrária trata-se de uma vitória de Porto Alegre e Região Metropolitana, pois a obra foi confirmada pelo líder do governo Leite. “Criamos o Movimento RS-118 Sem Pedágio, suprapartidário e com apoio das comunidades, prefeituras e câmaras de vereadores. O Movimento mobilizou empresários e população para evitar um novo pedágio em rodovia urbana, de fluxo diário e pendular, junto ao maior cinturão de pobreza do Estado, Alvorada e Viamão. O pedágio da freeway, de Gravataí, foi trocado de local exatamente por esse motivo, seria inconcebível incorrermos nesse erro anunciado”.

Conforme o coordenador do Movimento RS-118 Sem Pedágio Darcy Zottis “o governo do Estado foi sensível à demanda da região, que precisa de desenvolvimento, empresas e empregos, e dessa forma deixará de ser cidade dormitório para 50.000 alvoradenses e 90.000 viamonenses. Estes municípios se tornarão autossustentáveis e geradores de sua própria riqueza e empregos. Aos poucos esta vergonhosa migração diária de 140.000 gaúchos deixará de ocorrer”.

Segundo o líder da bancada do PT, deputado Miguel Rossetto, a duplicação era uma demanda urgente pois a ERS-118 se transformou em corredor humanitário e símbolo de resiliência para o Estado, a partir do seu papel estratégico durante a tragédia das chuvas de maio.

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