GRAVATAÍ

Paranaense procura trio e o acusa do golpe da casa de papel

Desde 2019 a vida da família de Valeriana Maier, 31 anos, se transformou em um pesadelo

Publicidade
Invista em Gravataí/RS

O sonho da casa própria da paranaense Valeriana de Souza Cunha Maier, 31 anos, se transformou em um pesadelo. Foi em 2019 que o marido, Celmar Maier, 37 anos, fez um acordo na empresa em que trabalhava para dar entrada na compra de uma casa pré-fabricada da empresa Homeart Construções, localizada na Morava do Vale III, em Gravataí.

Publicidade
Planeje suas conquistas com o Sicredi
Publicidade
Sogil, há 72 anos em novimento

Foram R$ 40 mil de entrada com um saldo de R$ 10 mil para serem pagos na conclusão da casa de madeira com 60 metros quadrados. O contrato foi fechado em Pato Branco com a promessa da construção em um terreno da família na localidade de Linha Gaúcha, em Bom Jesus do Sul, sudoeste do Paraná.

Publicidade

Conforme ocorrência policial registrada na Delegacia de Polícia de Bom Jesus do Sul, Eduardo Arruda da Silva, que se apresentou como proprietário da empresa, pediu R$ 900,00 antecipado para ir até Pato Branco para a assinatura do contrato. O encontro foi marcado para acontecer no cartório da cidade. Silva chegou acompanhado de Simone Schilling, que se apresentou como secretária da empresa. Assinado o contrato, Valeriana foi até a Caixa Econômica Federal e transferiu R$ 39.100,00 para a conta bancária de Silva.

Publicidade
Envie sua sugestão de reportagem

Os dias foram passando e o casal já fazia planos. No 19ª dia, ela resolveu entrar em contato com a empresa e começaram as promessas de início da obra. O tempo foi passando e Silva informou que estava se desligando da empresa e que o verdadeiro proprietário era Vorni Santos Albuquerque, que fez contato com a compradora prometendo iniciar a obra. Ele usava o mesmo número de telefone de Silva e com o passar do tempo bloqueou a paranaense.

A obra, conforme o contrato, deveria iniciar no dia 7 de maio de 2019 e concluída em dois meses. No próximo sábado vão fazer dois anos que Valeriana procura os empresários. Além da ocorrência policial, ela move uma ação judicial, mas até hoje nenhum dos três foi localizado. O estranho no contrato, que a reportagem teve acesso, é que o município de Cacique Double, no Rio Grande do Sul, foi estabelecido como local para eventual ação judicial.

“Eu fiz uma pesquisa na internet antes de comprar e selecionei esta empresa. Estava tudo certo, CNPJ e referências. Só esqueci de pesquisar na Polícia. Se eu tivesse pesquisado teria descoberto que um deles tem várias ocorrências registradas”, relata.

Nestes quase dois anos, a paranaense vasculhou a internet e fez contato com dezenas de pessoas procurando pelos dois homens e pela mulher. Chegou a descobrir a igreja que um deles frequentava.

“O pastor disse que não podia fazer nada e pediu para outras pessoas não falarem mais comigo”, afirma. Descobriu, ainda, que pelo menos mais 20 pessoas compraram casas da empresa e também não viram o contrato ser cumprido. O trio chegou a utilizar cinco CNPJs e da Homeart, conforme apurado na investigação particular e na ação judicial, era de outra empresa que até move uma ação contra Silva.

Acima, imagem da casa comprada pela paranaense e abaixo onde ela mora hoje

Hoje, com seus dois filhos de 9 e 7 anos, o casal mora de favor na zona rural de Bom Jesus do Sul em uma casa de madeira em precárias condições. O sustento da família vem de serviços prestados em propriedades vizinhas. Enquanto falava com a reportagem na manhã desta quarta-feira (4), Valeriana estava ordenhando vacas.

“Eu preciso achar eles. Não acho justo o que fizeram e não vou desistir de ter o meu dinheiro de volta ou a casa construída”, salienta. Nas redes sociais, a empresa e o casal tiveram os perfis deletados. Quem tiver informações sobre as três pessoas envolvidas na venda da casa podem entrar em contato com Valeriana pelo telefone 46 9.9900.9480. “O sinal da Tim aqui é muito ruim, então o melhor é pelo whatsapp”, avisa.

Botão Voltar ao topo