CACHOEIRINHA

Palestra sobre a Lei Maria da Penha reúne servidores e rede de apoio

Atividade em Cachoeirinha faz parte do Agosto Lilás, mês de enfrentamento à violência contra mulher

Cachoeirinha – Na manhã desta sexta-feira (25), mais de duzentas pessoas, lotaram o Auditório da CESUCA para receberem informações jurídicas sobre as atualizações da Lei Maria da Penha, criada em 2006, dedicada à causa do combate à violência contra mulheres, que recebeu atualizações em 2023. O evento foi organizado pela Rede de Proteção à Mulher e faz parte da programação do Agosto Lilás, mês de enfrentamento à violência contra mulher. A palestra foi ministrada Rede de Proteção à Mulher: Palestra sobre a Lei Maria da Penha reúne servidores e rede de apoio.pelo promotor de justiça Dr. Marcelo Bertussi e pela escrivã de polícia Raquel Peruzzo,  direcionado para atualização dos integrantes da Rede de Proteção e dos servidores públicos, contou com 212 inscritos. 

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Em sua introdução, Raquel Peruzzo falou sobre as normas internacionais, interamericanas e nacionais de proteção à mulher, que, na condição de grupo vulnerável, precisam de maior proteção. Salientou que, de acordo com informações do Fórum Nacional de Segurança, “45% das mulheres agredidas não buscam auxílio e 53% sofrem a violência dentro da própria casa, lugar onde devem ter a sensação e estarem realmente protegidas”, compartilhou.  

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O promotor falou sobre as atualizações legais da lei em 2023 e destacou sobre a importância do atendimento humanizado à mulher que sofre violência e, para quem faz o acolhimento, de que não basta dominar todas as teorias e técnicas. “Quando falar com alguém, quando falar com uma alma humana, seja apenas outra alma humana”, pediu. Além disso, expressou seu sentimento de preocupação com as mulheres que silenciam e que perdoam seu agressor. “Ninguém consegue ser mau o tempo todo e muitos agressores, após maltratarem, costumam fazer algo bom, porque na violência doméstica, o agressor e o salvador, pelo ciclo vicioso que se formou, são a mesma pessoa. Muitas vezes uma lua de mel temporária, oferece a sensação de que os dois fogem da sensação de violência juntos, mas a tendência é o ciclo de violência é recomeçar”, esclareceu. 

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Tendo em vista as alterações realizadas na lei em 2023, a primeira-dama, Fabi Medeiros, fundamentou a realização do evento, por todos do público serem multiplicadores e muitos envolvidos de forma direta no atendimento à mulher. “Reforçamos a importância de que, diariamente, todos precisam se atualizar, enfrentando e combatendo a violência contra mulher”.  Acrescenta que o mês de agosto é direcionado para esta temática de alerta sobre a violência que muitas mulheres sofrem todos os dias. “Por uma questão humana, a luta precisa ser constante e diária. Nosso objetivo é ampliar nossa Rede de Proteção, aprimorando mecanismos de defesa e incentivando todos a terem atenção ao sofrimento alheio para que todas as mulheres possam ter uma vida sem violência. É muito importante que as mulheres sintam-se amparadas e protegidas em todos os serviços dentro de Cachoeirinha”. 

A Rede de Proteção à Mulher de Cachoeirinha, coordenada pelo Gabinete da Primeira-Dama, é integrada pelo Grupamento Mulheres Protegidas, Brigada Militar, Ministério Público, Defensoria Pública, pelas Delegacias de Polícia Civil de Cachoeirinha, OAB, COMDIM – Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Cachoeirinha e pelas Secretarias Municipais de Governo, Saúde, Educação, Segurança Pública e de Cidadania e Assistência Social.

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