POLÍCIA

Pai denuncia vizinho que queria namorar a filha de 11 anos em Cachoeirinha

O caso foi descoberto pelo pai da criança no final de novembro e revelado nas redes sociais nos últimos dias

Cachoeirinha – Uma carta escrita em caneta azul em uma folha de caderno trouxe à tona um caso de assédio envolvendo um homem de 41 anos e uma menina de 11 anos em Cachoeirinha. O caso foi descoberto pelo pai da criança no final de novembro e ganhou repercussão nas redes sociais nos últimos dias.

Após identificar o conteúdo da chamada “cartinha de amor”, o pai da menina procurou o Conselho Tutelar e a 1ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha para formalizar a denúncia. Trechos da carta indicam que o homem planejava um relacionamento com a criança e expressava desejo de torná-lo público no futuro.

Em uma parte da carta ele disse: “Quero só você e mais ninguém. Se você insistir para os teus pais que quer namorar e pelo menos tentar para ver se é isso que você quer acredito que antes dos 14 estaremos juntos”. O pai informou ainda à Polícia que o suspeito se comunicava com a menina por meio das redes sociais. Ao descobrir o contato, ele o bloqueou e acionou as autoridades. O vizinho, contudo, começou a usar uma rede de conhecidos dela para mandar mensagens.

O delegado André Anicet Lobo, da 1ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha, explicou que os investigadores iniciaram o trabalho logo após o registro da ocorrência. Segundo o delegado, o suspeito inicialmente se aproximou da família sob pretexto de amizade e, posteriormente, passou a trocar mensagens com a menina com o objetivo declarado de manter um relacionamento.


Em uma das mensagens, o homem afirmou que esperaria a vítima completar 14 anos para sair de casa e constituir família. Até o momento, não há indícios de contato físico. As ações se limitaram às mensagens.

A menina passou por avaliação psicológica, e todo o material coletado, incluindo depoimentos do suspeito e da família, segue em análise pericial. Conforme o delegado, os laudos servirão para determinar se o caso deve ser enquadrado como perseguição ou abuso psicológico. Por se tratar de uma menor de idade, os nomes dos envolvidos não foram divulgados. O delegado disse que as investigações continuam em andamento.

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