OPINIÃO: Miki e Maurício deram um baile nos oposicionistas - oreporter.net - Notícias de Cachoeirinha e Gravataí

OPINIÃO: Miki e Maurício deram um baile nos oposicionistas

Quem imaginou que o prefeito e o vice iriam sucumbir diante da denúncia com pedido de cassação só perdeu. A cidade perdeu mais ainda

Posso estar redondamente enganado, mas até agora o prefeito Miki Breier e o vice Maurício Medeiros deram um baile nos vereadores que lideraram a revolta contra o governo e tentam cassar seus mandatos. É de conhecimento público que o descontentamento com o governo teve início com as negativas por pedidos diversos dos vereadores para o atendimento de bases eleitorais e para satisfazer as cobranças de cabos eleitorais por cargos.

Este governo tinha, pela primeira vez na história de Cachoeirinha, todos os vereadores ao seu lado. Mas não havia como acomodar tantos interesses dentro de uma Prefeitura praticamente quebrada. E não apenas por isso. Miki segue uma linha que prega a independência dos poderes. Cargos a aliados até são oferecidos, uma prática comum na política brasileira, mas não passa disso. A tentativa de vereadores de pautarem as ações do Executivo não encontra guarida.

A crise serviu para dar uma depurada na lista de quem está ao lado do governo. Dias atrás, em outra coluna, eu havia feito uma lista dos votos dos vereadores num eventual e provável julgamento, até a Justiça suspender tudo. Hoje, refaço ela distribuindo os quatro que coloquei na lista de indecisos e que servem de base para uma nova votação da denúncia, já que esta deverá ser a decisão judicial no mandado de segurança impetrado pela defesa do prefeito e vice.

Se a denúncia fosse ser votada hoje, sendo por maioria simples, Miki e Maurício a derrubariam. E por um motivo muito simples: Marco Barbosa foi abatido em plena revoada das pombas do PSB, embora ele só esteja aguardando a abertura da janela para rumar ao PSDB.

A Justiça deverá decretar seu impedimento de participar da votação. Com isso, Miki e Maurício derrubariam a aceitação da denúncia por 8 votos a 7.

Detalhando os votos

Na minha lista de indecisos, num eventual julgamento, estavam Paulinho da Farmácia, Deoclécio Mello, Edson Cordeiro e Alcídes Gattini. Agora, como a denúncia deverá ser submetida a nova votação, eu distribuo eles entre os favoráveis a aceitação e os contrários. Importante dizer que esse é o quadro de hoje. Como essa votação vai demorar para acontecer (veja os motivos nessa outra coluna), o quadro poderá mudar quando chegar o dia, se chegar.

Quem votaria contra a denúncia, hoje:

  1. Luis Henrique Tino
  2. Felisberto Xavier
  3. Jussara Caçapava
  4. João Tardeti
  5. Cristian Wasem
  6. Paulinho da Farmácia
  7. Edison Cordeiro
  8. Deoclécio Melo

Quem votaria pela aceitação da denúncia

  1. Jacqueline Ritter
  2. Ibaru Rodrigues
  3. Rubens Otávio
  4. Eduardo Keller
  5. Manoel D`Ávila
  6. Nelson Martini
  7. Alcides Gattini

Quem não vota

  1. Marco Barbosa, será declarado impedido pela justiça
  2. Fernando Medeiros, presidente. Só votaria se desse empate

Quem perdeu foi a cidade

A crise política desencadeada pelo grupo de vereadores, que chamei de golpistas ao lembrar do caso Temer/Dilma já que pretendiam destituir o prefeito e vice para tomarem o poder, só trouxe prejuízos para a cidade.

Primeiro porque a demissão de diversos CCs alinhados com o grupo da revolução ocasionou uma parada no andamento de diversos projetos. Todo mundo sabe que CCs exercem cargos de chefias e são importantes para o andamento dos planos do governo.

Segundo, porque empresas seguraram investimentos. Eu tenho um caso para citar e que afeta diretamente a população. O Shopping do Vale, embora negue e reafirme que não foi em função da possibilidade de o prefeito ser cassado, segurou o projeto da implantação de um Tudo Fácil municipal argumentando que o investimento é muito alto e necessitava refazer os cálculos.

Toda a estrutura seria bancada pelo shopping, representando um alto investimento. A prefeitura providenciaria os funcionários para a população poder procurar por serviços em uma região muito movimentada e até mesmo alguns serviços poderiam ser oferecidos fora do horário de expediente das repartições públicas.

O shopping é uma empresa e não iria correr o risco de fazer o investimento e ver um novo prefeito cancelar tudo por mudanças de prioridades. Não sabemos se o Tudo Fácil vai sair do papel e hoje dá para atribuir a responsabilidade ao vereadores líderes do movimento da cassação.  

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