ESTADO

Ônibus de Gravataí e Cachoeirinha para Porto Alegre poderão ser integrados

Esta é uma das alternativas em estudo para a licitação do transporte coletivo metropolitano apresentado nesta segunda-feira pela Metroplan

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A remodelagem do sistema de transporte coletivo de passageiros da Região Metropolitana de Porto Alegre poderá caminhar, na licitação prevista para 2020, para uma integração entre as linhas hoje oferecidas pela Sogil e Transcal com destino à capital.

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A primeira apresentação da proposta da remodelagem aconteceu nesta segunda-feira (a) em um encontro que reuniu o governador Eduardo Leite, o secretário da Secretaria de Articulação e Apoio aos Municípios  (Saam), Agostinho Meirelles, o superintendente da Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan), Rodrigo Schnitzer, e representantes de alguns dos 34 municípios integrantes e outros órgãos públicos que têm interface com o sistema.

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Os prefeitos de Gravataí e Cachoeirinha não foram. Cachoeirinha não enviou representante. O  secretário de Segurança e Mobilidade, Joaquim Fortunato, explica que o convite não chegou até ele. “Vamos entrar no processo a partir de agora”, afirma.

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Uma das alternativas em análise é diminuição e até a eliminação da sobreposição de linhas. Hoje, um ônibus da Sogil que passa em Cachoeirinha não pode pegar passageiros na cidade e muitas vezes os da Transcal estão lotados. A sobreposição prejudica os usuários e além disso acaba aumentando o número de ônibus que circula pela Flores da Cunha e em Porto Alegre.

O Plano de Gestão do Sistema Estadual de Transporte Coletivo Metropolitano de Passageiros ainda levará alguns meses para ser concluído e ele definirá como será a licitação. Meirelles explica que ele fornecerá subsídios para a formatação do edital previsto para ser lançado no início de 2020.

Para Fortunato, a unificação das linhas sobrepostas de Gravataí e Cachoeirinha podem ser positivas, mas ele defende que haja uma concorrência. “Teríamos que ter duas empresas prestando o serviço. A concorrência sempre é melhor”, afirma, salientando que a decisão final é de competência da Metroplan, mas que a Prefeitura pode contribuir com sugestões.

“Mais do que atender a uma obrigação formal e legal de licitar o sistema, esta é uma oportunidade de qualificarmos a prestação de serviços, integrando os municípios e os diferentes modais, reduzindo tempo gasto com deslocamento, oferecendo um preço justo e, consequentemente, melhorando a qualidade de vida de todos os que usam ou não o transporte público”, destaca o governador.

Os estudos, iniciados em 2018, estão sendo desenvolvidos pela empresa Logit Engenharia Consultiva Ltda, e incluem pesquisas junto aos usuários, definindo modelos geoespacial, operacional, institucional, de gestão e controle, de bilhetagem eletrônica e tecnologias aplicadas, tarifário, de gestão e de ação. Conforme Meirelles, esse planejamento servirá como um marco regulatório para a licitação das concessões dos serviços de transporte metropolitano.

“Além de qualificar o sistema já existente, queremos incluir novos modais, como o ferroviário e o hidroviário, integrando todos eles e os diferentes municípios”, afirmou o secretário da Saam.

Nesta segunda-feira, a Logit apresentou os primeiros resultados do levantamento, como volume de passageiros, velocidade de deslocamento e custos, e algumas conclusões, como sobreposição de linhas, custo elevado, queda de demanda, entre outras, além de sugestões de melhorias.

“A participação de todos os atores, União, Estado e municípios é fundamental para que os usuários tenham um transporte eficaz, qualificado e com preço justo”, afirmou Schnitzer. Conforme o superintendente, o trabalho segue com a discussão do assunto e construção conjunta do planejamento.

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