POLÍTICA

Municipários mantêm greve, mas negociam com Prefeitura

  • Roque Lopes

A greve do funcionalismo municipal de Cachoeirinha completa nesta segunda-feira uma semana e não há uma sinalização de que possa acabar tão cedo. Na sexta-feira (10) chegou a acontecer uma reunião de negociação entre servidores e Prefeitura, mas a categoria decidiu em assembleia manter a paralisação.

Segundo o presidente do Sindicato dos Municipários de Cachoeirinha, Guilherme Runge, foi apresentado um pedido solicitando uma série de informações da Prefeitura para “que seja possível saber exatamente qual é a realidade financeira”.

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O Simca solicitou para a Prefeitura uma listagem nominal de CCs, FGs e estagiários com vencimentos, funções, grau de formação, tempo de serviço e em qual órgão estão lotados, listagem de todos os contratos com fornecedores em detalhes, balancetes contábeis mensais dos últimos dois anos, gastos com CCs, FGs e estagiários nos últimos dois anos, listagem de todos os devedores do município e ainda uma listagem com os beneficiários de isenções fiscais concedidas pelo Município.

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Runge argumenta que espera, com base nesses números, conseguir formular uma proposta alternativa aos cortes promovidos em vantagens salariais do funcionalismo de forma que seja possível ao prefeito Miki Breier revogar os projetos.

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O secretário de Governança e Gestão, Juliano Paz, sustenta que o governo está aberto ao diálogo. Ele tem reforçado que a Prefeitura precisa economizar R$ 1 milhão por mês para se adequar à Lei de Responsabilidade Fiscal, ou seja, gastar no máximo 54% da receita corrente líquida com despesas de pessoal.

Qualquer alternativa apresentada pelo Simca que permita obter esta adequação será considerada. Juliano cita que uma alternativa é avaliar caso a casa e buscar uma saída para compensar os cortes feitos em algumas vantagens. Ele cita como exemplo o caso de engenheiros e arquitetos que perderam a gratificação de responsabilidade técnica.

“Podemos pensar em criar algo como existe hoje para os fiscais fazendários. Conforme um resultado financeiro melhor, eles podem receber uma gratificação. Temos ainda na educação especial o caso de professores especializados que fazem um trabalho muito diferenciado. Podem pensar em alguma medida que recompense eles. O importante é que o canal de diálogo com o funcionalismo está mantido”, reforça.

Tanto a Prefeitura quanto o Simca não têm número oficiais sobre a greve.

Ações previstas pelo Simca para esta semana:

13/03 – Segunda
8h – concentração em frente à prefeitura
12h – almoço coletivo
13h – concentração em frente à prefeitura

14/03 – Terça
Intervenção junto à Câmara Vereadores

15/03 – Quarta
Dia nacional de paralisação contra as reformas da previdência e trabalhista

16/03 – Quinta
Caravana à Porto Alegre para a audiência pública sobre a “Retirada dos Direitos Trabalhistas dos Servidores Públicos Municipais” na Assembleia Legislativa do RS

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