MP autoriza Defesa Civil a distribuir alimentos de ONG ligada a Deoclécio
Donativos foram apreendidos nesta sexta-feira (31) em depósito na Marechal Rondon
Cachoeirinha – O Ministério Público autorizou a Defesa Civil de Cachoeirinha a utilizar os alimentos e produtos de limpeza apreendidos nesta sexta-feira (31) para atendimento de famílias que estão cadastradas nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). Os donativos estavam armazenados em um galpão na Marechal Rondon cedido para a ONG Vida Viva, ligada ao vereador Deoclécio Mello e família.
A apreensão aconteceu dentro de uma operação Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio Grande do Sul (GAECO/MPRS) que investiga o que foi classificado como ação criminosa motivada para fins políticos. Os donativos vinham sendo utilizados, conforme informações da filha de Deoclécio, Aline Mello, para o atendimento de pessoas que foram abrigadas durante a enchente e famílias cadastradas na ONG. Não haveria, segundo ela, uso para fins políticos, conforme divulgou o MP após operação desencadeada a partir de uma denúncia.
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos no último dia 14, quando foram levados celulares e documentos para instruir a investigação. Nesta sexta, em um desdobramento da operação, as mercadorias que a ONG havia recebido, foram apreendidas e destinadas à Defesa Civil, que ficaria como depositária fiel.
Segundo o diretor da Defesa Civil, Vanderlei Marcos, informalmente, o MP autorizou que os produtos sejam utilizados para socorrer famílias em vulnerabilidade. “Nós vamos fazer uma triagem e avaliação e aguardar um documento oficial autorizando a utilização”, destaca.
A carga tem cerca de duas toneladas. São cestas básicas, produtos de higiene e limpeza e roupas. “Deu para perceber que havia ratos no local pelos sinais em algumas embalagens. Precisamos avaliar tudo e também ver se os produtos estão dentro da validade. Com a autorização formal, vamos distribuir”, afirma. As pessoas que precisam de cestas básicas ou artigos de higiene e limpeza devem procurar uma unidade do CRAS. O MP ainda não se manifestou sobre a apreensão realizada nesta sexta. A reportagem entrou em contato com a ONG e não obteve retorno até a publicação desta matéria.


