Maurício veta recursos para a saúde e base na Câmara concorda

Prefeito em exercício vetou emenda que previa a destinação de 20% de financiamentos para a saúde
Cachoeirinha – A base governista na Câmara de Vereadores aprovou em votação secreta, na noite desta quinta-feira (3), o veto do prefeito em exercício, Maurício Medeiros, à emenda do vereador Mano do Parque no projeto dos financiamentos de R$ 80 milhões. O parlamentar defendeu que 20% do valor fosse utilizado para investimentos na área da saúde.
A prefeitura teve o projeto de financiamentos aprovado prevendo uma destinação dos recursos. Eles serão buscados junto à Caixa Econômica Federal ao longo dos próximos meses. A matéria chegou ao Legislativo sem especificar para onde iria o dinheiro. Consta somente na justificativa a intenção.
Dos R$ 80 milhões, R$ 18 milhões são para obras de arte na Flores da Cunha. A ideia é um rebaixamento da saída do Parque da Matriz, em ligação com a Princesa Isabel, e uma elevada na Fernando Ferrari cruzando a Flores da Cunha. Já R$ 30 milhões são para a construção do Centro Administrativo, que ficará ao lado do prédio atual, que é alugado.
Outra parte, R$ 25 milhões, serão para obras de infraestrutura, como recapeamento de ruas e colocação de asfalto onde não existe. Entra nesta verba uma perimetral por dentro do Mato do Júlio levando a Papa João XXIII ao Parque da Matriz e o prolongamento da Fernando Ferrari até a RS-118.
No pacote de financiamentos, correspondendo a R$ 5 milhões, também está a realização de um novo levantamento de georreferenciamento para a revisão do Plano Diretor. O levantamento serve para a coleta de uma série de dados, mas a principal diz respeito a construções irregulares que não pagam IPTU. Para a confecção dos projetos das obras, foram reservados R$ 2 milhões.
O vereador Mano do Parque apresentou uma emenda prevendo que 20% do total dos financiamentos deveria ser destinado para a saúde. A Câmara aprovou e o prefeito em exercício vetou. Na votação, que foi secreta conforme determina o Regimento Interno do Legislativo, a base governista aprovou o veto por 9 a 7.




