Margens do Rio Gravataí terão até 50 hectares de mata replantada
Projeto está pronto e só falta a liberação de R$ 2,4 milhões pelo Ministério do Desenvolvimento Rural
Por Eduardo Torres – A recuperação da mata ciliar, com corredores ecológicos que permitam a multiplicação de espécies da fauna e flora e estruturas que permitam a recuperação do antigo traçado do Rio Gravataí, a partir da região do banhado, nas nascentes do rio, e se estendendo ao longo da bacia hidrográfica.
O plano é ousado e pode começar a ter seus primeiros resultados vistos na região, com a consequente recuperação da qualidade e quantidade de água do Gravataí, no final do próximo ano. Pelo menos esta é a expectativa da equipe técnica da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), que coordena o Plano de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí. O projeto está pronto para o pontapé inicial, com recursos federais previstos de R$ 2,4 milhões do Ministério do Desenvolvimento Rural, mas ainda restam detalhes burocráticos para a liberação da verba ao Estado.
As representantes da equipe técnica apresentarão detalhes do plano na próxima reunião online do Comitê de Gerenciamento da Bacia do Gravatahy, prevista para a tarde da próxima terça, dia 14 de setembro. A perspectiva da coordenação do projeto é de que seja possível contratar os primeiros estudos e ações referentes à revitalização ainda no final deste ano. Entre os objetivos já apontados nos estudos iniciais para este ousado plano, está o plantio de pelo menos 50 hectares de espécies que irão recompor a mata ciliar às margens do rio, especialmente na região alta da bacia, junto ao banhado. Um mapeamento das propriedades rurais familiares cadastradas na região já foi iniciado.
“O objetivo é formarmos corredores ecológicos ao longo deste trecho sensível da bacia, que podem ser entendidas como faixas contínuas de vegetação. Elas cumprem as funções de proteger o curso do rio e permitir o trânsito dos animais”, explica Karolina Turcato. Uma iniciativa que, conforme o plano de revitalização avançar, também será implantada nas áreas dos arroios que desaguam no Gravataí.
Na região de nascentes, a recomposição da mata ciliar também terá função importante na recuperação da capacidade de retenção de água pelo solo do banhado. A ação será aliada ao outro projeto, elaborado pela Metroplan e que aguarda a execução, de criação dos minibarramentos ao longo do trecho alto do rio.
“Este é o momento de fomentarmos todos os projetos que terão como finalidade recuperar a qualidade e a quantidade de água do rio. É papel do comitê acompanhar e trabalhamos para que os projetos sejam executados”, afirma o presidente do Comitê Gravatahy, Sérgio Cardoso. A reunião do Comitê, na próxima semana, será mais uma aberta ao público, com transmissão pelo facebook da entidade. Está marcada para às 13h30min do dia 14 de setembro.



