POLÍCIA

Manoel será solto e foi vítima de tentativa de extorsão por policiais, afirma advogado

TJ/RS concedeu habeas corpus na tarde desta quinta-feira (25) de forma unânime e o ex-vereador será solto à noite

Cachoeirinha – O Tribunal de Justiça do RS concedeu um habeas corpus na tarde desta quinta-feira (25), de forma unânime, concedendo a liberdade ao ex-vereador Manoel D’Ávila. O alvará de soltura deverá ser cumprido no inicio da noite na Penitenciária Estadual de Canoas e ele poderá responder ao processo, no qual é acusado de envolvimento como tráfico de drogas, em liberdade.

O advogado Antenor Colombo Neto, salientando que possui provas, revelou ao oreporter.net que a prisão do ex-vereador foi uma ilegalidade e aconteceu porque a família se negou em pagar “uma quantia alta” para ele não se preso.

“Houve uma tentativa de extorsão. A droga foi encontrada a 3 quilômetros de distância do local onde ele estava. No sítio havia uma arma e umas cinco gramas de maconha que poderiam ser do caseiro. Levaram até cães no sítio e não acharam nada. Não havia elementos para ele ser preso. O que policiais fizeram, talvez por ele ser uma pessoa pública, um político, foi pedir dinheiro para a família para ele não ser preso e ela se negou em pagar”, afirma.


Conforme Colombo Neto, o próprio delegado que comandou a operação, Alencar Carraro, titular da 3ª Delegacia de Investigações do Narcotráfico (3ªDIN), pediu a investigação sobre a conduta dos policiais. O caso já está na Divisão Estadual de Combate à Corrupção (Decor) e o compartilhamento de provas do processo no qual Manoel é réu já foi autorizado pela Justiça com parecer favorável do Ministério Público. Ele não revelou quantos são os acusados da suposta tentativa de extorsão e qual o valor pedido.

Segundo o advogado, o trabalho agora será o de provar a inocência do ex-vereador e depois será buscada na Justiça uma reparação pelos danos causados.

Preso desde 4 de dezembro

Manoel foi preso no dia 4 de dezembro do ano passado, no sítio da Associação Humanitária de Assistência Social (Ahumas) em uma operação da Polícia Civil em quatro endereços, que culminou com a apreensão de 600 quilos de maconha e outras drogas em Cachoeirinha e Porto Alegre.

Na época foi divulgado pela polícia que no carro de Manoel havia uma pequena porção de maconha e munições que seriam do revólver com numeração raspada que estava dentro da casa do sítio, o que é negado pelo advogado. Segundo ele, a arma e a pequena quantidade de droga estava dentro da casa e Manoel nem tinha conhecimento.

A polícia suspeitava que o sítio seria utilizado por facção criminosa como depósito de drogas. A maconha ali depositada seria distribuída para diversos outros pontos. O carro utilizado para transportar 600 quilos de maconha, apreendidos no Jardim do Bosque, teria passado pelo sítio, conforme a polícia, momentos antes dos cumprimentos dos mandados de busca e apreensão.

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