Lixo volta a se acumular em Cachoeirinha porque empresa não pagou garis
Na segunda-feira (1º), funcionários demitidos pela empresa contratada pela Prefeitura impediram a saída de caminhões porque não receberam as verbas rescisórias

Cachoeirinha – Quinze dias após a regularização do serviço de coleta de lixo, Cachoeirinha voltou a registrar dificuldades na prestação do serviço. Na segunda-feira (1º), funcionários da empresa contratada pela Prefeitura paralisaram as atividades em razão do não recebimento de salários e encargos trabalhistas.
Nas redes sociais, moradores relataram que contêineres estavam cheios e que parte dos resíduos já havia sido acumulada ao redor, com sacolas e materiais espalhados pelas ruas. Em alguns bairros, os relatos apontaram que a última coleta ocorreu no sábado, 31 de agosto, o que aumentou a quantidade de lixo acumulado.
Na noite de terça-feira (2), a reportagem do O Repórter percorreu os bairros Carlos Wilkens, Eunice, Imbuí, Jardim Maúa, Jardim América e Vila Márcia. Foi possível constatar que diversos contêineres estavam lotados e que resíduos se acumulavam em torno dos pontos de coleta e nas calçadas.

O secretário de Infraestrutura e Serviços Urbanos, Émerson dos Santos, informou por telefone que a empresa responsável foi notificada ainda na segunda-feira (1º) e recebeu prazo de 24 horas para normalizar o serviço. Segundo ele, a empresa comunicou imediatamente a intenção de realizar um mutirão para recolher os resíduos acumulados.
O motivo da paralisação, conforme apurado, foi o bloqueio do portão principal da empresa por parte de funcionários desligados recentemente que não haviam recebido direitos trabalhistas. Outros empregados se somaram à manifestação para cobrar o pagamento do vale-refeição. O grupo permaneceu durante todo o dia impedindo a entrada e saída de veículos no pátio da empresa. A liberação ocorreu apenas na manhã de terça-feira (2), após negociação entre representantes da empresa e dos trabalhadores, conforme explicou o secretário.

De acordo com Émerson dos Santos, todos os pagamentos da Prefeitura estão em dia com a empresa. Ele acrescentou que está em análise a abertura de um novo processo licitatório para substituição da atual prestadora do serviço e que a secretaria mantém fiscalização contínua sobre a execução do contrato, inclusive sobre o cumprimento do mutirão de limpeza anunciado.
O que diz a empresa
O gerente da FG Soluções Ambientais, Marcelo Maia, confirmou por telefone as informações repassadas pela Prefeitura. Segundo ele, a situação envolvendo funcionários desligados e atuais empregados já foi resolvida. Maia informou ainda que, após o fim do protesto, a empresa retomou imediatamente as operações de coleta.

A FG Soluções Ambientais, que opera com sete caminhões, colocou mais dois veículos extras para atender à demanda em Cachoeirinha. O gerente afirmou que desde as 5 horas da manhã de terça-feira (2) as equipes já estavam nas ruas recolhendo os resíduos acumulados e se comprometeu com a Prefeitura a normalizar o serviço até quinta-feira (4).
Ele também reforçou a orientação para que moradores façam o descarte de galhos, restos de madeira e móveis nos ecopontos do município, evitando que esses materiais sejam depositados nos contêineres destinados apenas ao lixo doméstico.
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