Justiça aceita pedido de prisão preventiva de suspeito pelo desaparecimento da família Aguiar
Cristiano estava preso temporariamente desde fevereiro e agora com a prisão preventiva não há prazo para ele ser solto
Cachoeirinha – A Justiça deferiu na noite de quarta-feira (8) o pedido feito pela Polícia Civil na segunda-feira (6) de prisão preventiva do policial militar Cristiano Domingues Francisco, principal suspeito no caso do desaparecimento da família Aguiar em Cachoeirinha.
O caso envolve o desaparecimento de Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, e de seus pais, Isail Aguiar, de 69 anos, e Dalmira Aguiar, de 70 anos. Silvana desapareceu no dia 24 de janeiro, enquanto os pais foram vistos pela última vez no dia seguinte.
Cristiano, que é ex-companheiro de Silvana, já estava preso temporariamente desde fevereiro. Com a nova decisão, a Justiça converteu a prisão em preventiva, permitindo que ele permaneça detido por tempo indeterminado enquanto o caso segue sob investigação.
A decisão judicial levou em consideração a gravidade dos fatos e a existência de indícios consistentes de participação do suspeito nos desaparecimentos. Também foram apontados riscos de interferência nas investigações, além de contradições identificadas em seus depoimentos.
De acordo com a Polícia Civil, elementos reunidos ao longo do inquérito reforçam a suspeita de envolvimento do policial. Entre eles, está o uso do celular de Silvana dias após o desaparecimento, o que levanta dúvidas sobre a versão apresentada pelo investigado.
As autoridades trabalham com a hipótese de feminicídio contra Silvana e duplo homicídio contra seus pais, além de possível ocultação de cadáver. O caso também envolve outras pessoas sob investigação, suspeitas de tentar dificultar o esclarecimento dos fatos por meio da eliminação de provas ou do fornecimento de informações falsas. A prisão preventiva do suspeito foi mantida como forma de garantir o andamento do processo e evitar qualquer interferência na apuração dos crimes.
Na segunda-feira, em novo depoiamento, Cristiano voltou a ficar em silêncio. Ele falou uma única vez com a Polícia e foi na fase inicial da investigação quando era considerado apenas uma testemunha.
Já na terça-feira (7), acompanhados por policiais e com autorização da Justiça, familiares de Silvana e seus pais puderam entrar na casa dela e no mercado Aguiar, na Anair. Eles encontraram alimentos podres, ratos e baratas. A autorização foi para que os produtos vencidos fossem retirados do mercado e aparelhos desligados das tomadas.





