POLÍTICA

Jussara se revolta contra a Corsan por contas de R$ 5,4 mil e R$ 7,9 mil

Presidente da Câmara voltou a criticar a Corsan por "taxas abusivas"

Cachoerinha – Uma conta de água de R$ 5,4 mil e outra de R$ 7,9 mil assustaram moradores de Cachoeirinha. A presidente da Câmara, Jussara Caçapava, que está no comando da Frente Parlamentar para apurar o que vem acontecendo para a Corsan/Aegea cobrar valores considerados exorbitantes. No bairro Chico Mendes, “onde falta água sempre”, uma moradora recebeu a conta no valor de R$ 5.419,64. “Tem várias contas com esses valores abusivos”, disse a vereadora à reportagem logo após o encerramento da Sessão desta terça-feira, quando a empresa voltou a ser criticada.

“Fora Corsan Cachoeirinha, isso é um absurdo”, disse a vereadora informando que tinha acabado de receber a foto da conta de uma moradora da rua Aracuã, no Chico Mendes. “Eu vou convidar os vereadores que assinaram a Frente Parlamentar. Nós vamos agir, vereadores. Não tem cabimento. Eu quero fazer um apelo ao nosso prefeito, em nome da população de Cachoeirinha que está sendo roubada por essa Corsan. E eu quero que os senhores me processem”, disse, salientando que o superintendente regional, Luciano Brandão, mentiu quando esteve no Legislativo em julho do ano passado para dar explicações sobre como a empresa vinha atuando. Na época, havia muitas reclamações por multas relativas a tampas das caixas de inspeção de esgoto.

A vereadora Claudine Silveira pediu um aparte para contar que chegou até ela uma conta de R$ 7,9 mil. A pessoa tentou negociar o pagamento parcelado, mas a Corsan, conforme a parlamentar, só aceita se a entrada for de R$ 2,5 mil. “Prefeito, eu quero que o senhor entre agora, imediatamente, com uma ação contra essa Corsan”, completou Jussara.

A conta de água citada pela presidente da Câmara tem como total de serviços prestados R$ 426,31. São R$ 39,28 de serviço básico, 242,56 pelo consumo de 25 metros cúbicos e R$ 144,55 de esgoto. A moradora ainda tem na conta a primeira parcela de 24 do parcelamento de uma dívida no valor mensal de R$ 65,37. Depois vem os valores considerados exorbitantes pela vereadora. A moradora foi cobrada por uma notificação de infração, que custará R$ 18,71. O problema foi uma derivação/intervenção no ramal, que rendeu uma multa de R$ 1.820,00. Por conta disso, foi calculado o que a Corsan deixou de receber desde o início da derivação. São R$ 1.817,00 de água e R$ 1.272,00 de esgoto. Não há informações se a moradora fez a derivação indevida, se foi outra pessoa ou se ocorreu um erro na fiscalização.


Todos os valores cobrados pela Corsan estão em uma tabela tarifária que são aprovadas por agências reguladoras. Não é a empresa que fixa as tarifas. A Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs) é a responsável pela aprovação das tarifas na Região Metropolitana. Quem não está satisfeito com algum serviço da Corsan pode registrar uma reclamação pelos canais de atendimento. Clique aqui.

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