Jornalista Jorá Machado morre aos 82 anos
Dos seus 64 anos de profissão, 36 anos foram dedicados ao jornalismo em Cachoeirinha
Cachoeirinha – Faleceu no último domingo (10), aos 82 anos, em Porto Alegre, o publicitário e jornalista Jorá Ribeiro Machado. Durante seus 64 anos de carreira, ele trabalhou em diversos veículos de comunicação de Porto Alegre e Cachoeirinha.
Atualmente, ele estava aposentado e vivendo em Porto Alegre sob os cuidados dos seus filhos. Amante da boa música, da literatura e protetor dos animais, o jornalista faleceu devido a complicações da insuficiência renal crônica. O anúncio da morte foi feito nas redes sociais dos seus filhos Claire, Yuri e Flora.
Carreira
Natural de Santa Maria, Jorá, conforme informações de amigos e filhos, teve contato pela primeira vez com o jornalismo em 1958 aos 19 anos, no jornal interno de uma unidade do Exército onde era cabo. Ao longo da vida, trabalhou em agências de publicidade e propaganda, teve uma coluna no jornal Última Hora, de Porto Alegre, nos anos 60, trabalhou na TV Gaúcha e na Rádio Itaí, em Guaíba, nos anos 70 e na RBS nos anos 80.
Em 1968, junto com o irmão Luiz Fernando, fundou a Blenda Publicidade. Veio para Cachoeirinha em 1984, onde participou da fundação do Jornal de Cachoeirinha além de ter atuado em outros veículos. Ele também chegou a atuar como assessor de imprensa na Prefeitura de Cachoeirinha.
O que dizem os amigos
Roberto Teixeira, cabeleireiro e colunista
Conheci o Jorá Machado em meados dos anos 80, quando ele veio para Cachoeirinha, trazido pelo empresário Plínio Gomes, para fundar o Jornal de Cachoeirinha. Na época eu era secretário de Governo na primeira administração do prefeito Francisco de Medeiros. E desde então, sempre mantivemos profícua relação pessoal e profissional, quando escrevíamos colunas para jornais locais.
Por vezes ficamos politicamente em lados opostos, mas tais episódios da vida partidária nunca impediu que mantivéssemos agradabilíssimos momentos de convívio proveitoso, afetivo e respeitoso ao longo todos esses anos. Homem inteligente, de texto com qualidade e sensível às demandas populares.
Tinha enorme potencial. Inobstante, dele não conseguiu extrair o proveito que poderia obter. Uma lástima. Mas cada qual tem os seus desígnios. Não o via há algum tempo. Soube por uma amiga comum, Bia Andrade, de sua partida. Que encontre alegrias na sequência da jornada no Mundo Maior. Me fez muito bem tê-lo conhecido.

Rosane Celistre, professora de teatro
O Jorá Machado foi uma das pessoas mais generosas que conheci. Era um grande defensor dos animais e arrumava tempo para participar de projetos voluntários como o “Donos de Estimação”, criado por mim com apoio da Juliana Pereira. Jorá foi muito engajado para desenvolver a conscientização da posse responsável de animais em escolas da região metropolitana. Sua presença conosco nos marcou muito pelo profissionalismo e por ser um ser humano querido. Foi muito bom conviver com o nosso amigo.

Beatriz Andrade, servidora pública aposentada
Jornalista e publicitário, trabalhou por muitos anos no grupo RBS e em diversas administrações municipais. Tinha o dom da palavra escrita e uma mordacidade peculiar. Defensor ferrenho dos animais de rua, chegou a ter mais de 100 na sua casa. Privava-se inclusive do conforto pessoal. Adorava sentar em uma mesa de bar com os amigos e passava horas contando histórias e peripécias do passado. Ele também adorava preparar receitas e trazia para os amigos degustar. Jorá também foi um dos grandes incentivadores do “Projeto Tecendo Amor”.

