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INSS suspende novos consignados do banco C6 e cobra devolução de R$ 300 milhões

Foram identificados pelo menos 320 mil contratos com indícios de cobrança de custos adicionais, referentes a seguros e pacotes de serviços, resultando em redução do valor líquido efetivamente disponibilizado aos beneficiários

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspendeu nesta terça-feira (17) o recebimento de novas averbações de crédito consignado do banco C6. A medida foi adotada após auditoria realizada pela Controladoria-Geral da União (CGU), que identificou pelo menos 320 mil contratos com indícios de cobrança de custos adicionais, referentes a seguros e pacotes de serviços, resultando em redução do valor líquido efetivamente disponibilizado aos beneficiários — conduta considerada de elevada gravidade.

O INSS reforçou que é proibida a inclusão de custos extras, como taxas administrativas, prêmios de seguros ou quaisquer encargos estranhos à operação de crédito consignado. A regra existe para preservar a integridade da margem consignável e proteger a renda alimentar dos beneficiários.

A suspensão permanecerá até que os valores cobrados indevidamente sejam restituídos, devidamente corrigidos, referentes aos pacotes de serviço com dedução nos benefícios administrados pelo INSS. A estimativa é de que seja necessário devolver cerca de R$ 300 milhões.

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