Incidente na Corsan é grave; entenda o que aconteceu na madrugada
Em alguns pontos de Cachoeirinha e Gravataí a previsão é de que tudo esteja normalizado até sexta-feira (22)

Cachoeirinha – Às 15h desta quarta-feira (20), completaram-se 12 horas ininterruptas de trabalho de mais de 50 funcionários da Corsan em uma força-tarefa para restabelecer o abastecimento de água em Cachoeirinha. Parte da cidade já teve o fornecimento normalizado, enquanto em outras regiões as equipes seguem atuando.
O problema teve início por volta das 3 horas da madrugada, quando fortes rajadas de vento atingiram a rede elétrica, ocasionando sucessivas quedas de energia. Quando a energia retornou depois da última interrupção, a rede de água se rompeu devido a alta pressão. A força da água foi tão grande que arrancou parte do telhado.
A casa de bombas está localizada na área subterrânea da Estação de Tratamento de Água (ETA) e ficou com quase três metros de água. A inundação danificou equipamentos e provocou a destruição parcial da estrutura, informou o diretor executivo da empresa, Vitor Hugo Vieira, que veio a Cachoeirinha acompanhar a obra emergencial.
Segundo ele, minutos depois do incidente foi montada uma força-tarefa com servidores de diferentes áreas da empresa para reparar os danos. As ações envolvem a instalação de quatro novas bombas, a montagem de novas redes e adutoras e a reconstrução da estrutura predial atingida.
De forma paralela, foram criadas duas frentes de trabalho: a primeira voltada ao restabelecimento do abastecimento em regiões que não dependem de bombas, como a parte baixa de Cachoeirinha, onde a distribuição foi retomada ainda na tarde desta quarta-feira. A segunda frente atende a área alta da cidade, incluindo bairros da zona norte e parte de Gravataí. Nestas localidades, a Corsan disponibilizou caminhões-pipa para garantir água inicialmente ao hospital, postos de saúde, escolas, creches, asilos e, posteriormente, às residências.

O diretor executivo ressaltou que os trabalhos seguem em regime contínuo. Questionado sobre o prazo de 48 horas para a conclusão das obras, Vieira afirmou que, em razão da complexidade da situação, as equipes estão empenhadas em restabelecer o sistema no menor tempo possível. A expectativa é de que o abastecimento esteja integralmente normalizado até quinta-feira (21) ou, no mais tardar, sexta-feira (22).
O prefeito Cristian Wasem esteve na ETA na tarde desta quarta para verificar o problema e colocar a Prefeitura à disposição para auxiliar no que fosse possível para não deixar a população sem água por muito tempo. “O problema é grave, mas pelo que vimos há um trabalho intenso para a realização do conserto no menor tempo possível”, disse.




